INVESTIGANDO A MÍSTICA DA CONSCIÊNCIA NO CIBERESPAÇO I

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Consciência versus Identidades: Primeiras questões

Caso haja uma consciência no espírito ou membros atuantes humanos habitantes do
ciberespaço, é preciso perguntar por onde ela começa. Começa na descoberta de um EU,
em um EU SOU (aquele que se reconhece e que se identifica tal qual é qualquer que seja a circunstância) – os seus avatares escolhidos em detrimento de sua realidade física.

“semântic avatar” : “Boldly generalizing from the trends identified in this text, I predict that in the digital civilization of the future, the self-referential loop in which our subjective identity is constructed will cut across ecosystems of ideas and, especially, semantic avatars of individuals.” (Pierre Lévy – The Data Centric Society. Jan.2015)

Caso exista esta consciência, será preciso dizer que ela é diferente do que entendemos por “identidades” (ID).

Creio que a consciência não tem nacionalidade, está além do espaço-tempo. Habita lugares diversos em tempos simultâneos, como nossos pensamentos e ideias que conversam dentro de nós ruidosamente, em diversos canais do espaço-tempo.

A identidade é física, frágil e muitas vezes móvel. Sim, porque em alguns momentos
incorpora as nuances da consciência que lhe empresta a experiência do ser-estar.
Identidades poderiam ser pequenas porções de uma consciência.

A identidade agrupa coleções ao redor de si, coleções com significados que alimentam a
consciência – sejam estes conteúdos, seus dons, fantasmas, defeitos ou virtudes. Memórias da fragmentadas de sua essência.

Há dualidade, há conflito porém os significados estão intimamente conectados,
entrelaçados, e caoticamente espalhados no todo. Um quebra-cabeças para uma única
consciência decifrar. Será possível?
Percebam bem, a identidade é o agregador de signos, conteúdos… e a consciência, por sua vez, é a que tem a capacidade combinatória para extrair significados dos conteúdos que cultiva.

O conteúdo não é um bem a ser possuído, o conteúdo é absorvido (diria que de maneira
celular) em doses individuais de sentido, agregadas à energia mais compatível com o
momento no qual a consciência está e é.

Portanto, não há temporalidade linear. O futuro e o passado são percursos intermináveis
para a consciência que busca o conhecimento de si e do todo. O futuro e o passado
colocam a consciência mais ciente do seu papel no agora. Somente na intimidade de seus
signos e significados pessoais está a sua própria resposta.

O primeiro passo da consciência é a própria liberdade e saber-se livre para consagrar categorizações que signifiquem e a conectem ao todo. Tudo que no meio deste processo autoconhecimento for conflituoso ou impreciso, poderá ser descartado gerando falhas, lacunas.

O que fazer quando no ciberespaço temos uma infinidade de identidades para uma mesma consciência? (Por vezes, consciência indecifrável! Quero dizer, difícil de catalogar, categorizar).

Então, como iniciar o desenvolvimento de uma consciência se não conseguirmos unir as
pontas de suas identidades? E, mais adiante, pensando em inteligência artificial, temos
nisso um dilema. Haverá a compreensão de que a identidade sofre mutações de humor de acordo com seus estados de espírito?

Evidentemente já temos alguns algoritmos para isso, no entanto, falta-nos a poesia da
“singularidade”.

Em que momento despertaram as consciências? Onde elas conseguem se perceber? Não
seria no olhar egocêntrico de Narciso ao contemplar sua própria imagem no espelho
d´água. Mas o “olhar-se” (Ser o próprio OBSERVADOR) é, com certeza, é um dos primeiros passos na iniciação de uma consciência.

Esta iniciação que tem princípios tais como os fundamentos de iniciação espiritual leva à
afinação da alma como um instrumento musical que descobre como fazer parte da
orquestra.

O devido valor dado à individualidade leva-nos a compreender papéis e responsabilidades no conjunto.
….

 

 

 

 

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Reflexões sobre a Individualidade, conforme LEITURA I – Spinoza

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Ao contrário, o pensamento adequado relaciona as coisas finitas e singulares entre elas e forma assim conjuntos compostos, o quais estão em relação com outros conjuntos. Os conjuntos assim descritos integram-se uns aos outros em sistemas superiores, os quais, por sua vez, estão em relação entre eles. Etc. A perspectiva muda se for evocado o universo: neste caso não poderia existir encerramento possível do sistema infinito dos efeitos da substância, pois não existe nada em relação a que o universo formaria um todo fechado. Neste caso, a individualidade do universo é dita de uma realidade complexa, infinita, aberta sobre efeitos infinitos não totalizáveis

De acordo com a mecânica de objetos espaciais, sistemas solares, universos, multiversos, Leis de Newton e de Kepler e interação entre os corpos celestes. Analisares sob o foco da matemática, em conjuntos, física quântica, electromagnetismo para conjuntos enquanto coleções de informação ou de indivíduos.

Para compreender direito os problemas que o status da individualidade apresenta, uma comparação com Descartes, pode ser frutuosa. Com efeito, na sua carta a Mesland, de 9 de fevereiro de 1645, Descartes distingue o corpo em geral e o corpo de um homem. O corpo em geral é uma parte da extensão, cuja identidade numérica é alterada se uma parte da matéria que o compõem é subtraída; em compensação, o corpo do homem está unido a uma alma cuja unidade indivisível se aplica à realidade psicofísica assim formada: o corpo do homem evolui durante a existência, partes suas são retiradas, outras são acrescentadas a ele, por exemplo durante o crescimento, mas sua unidade de conjunto permanece apesar de tais variações. Por isso a individualidade do corpo humano parece ser explicada, em Descartes, por uma causa que excede o domínio próprio da extensão, visto que faz a alma intervir.

Corpo físico/ substância simples finita => alma (psicofísica) / partícula do infinito.
O corpo humano poderia ser uma das representações da verdadeira unidade, sendo portanto, uma virtualização da existência na qual a alma é posta a experimentação de interações. Física, relação com o tempo, espaço e desenvolvimento psíquico. Um jogo no qual o aprendizado é o principal objetivo e depois, o retorno ao conjunto primordial através do universo.

Ainda pensando numa discussão sobre Ética, poderíamos considerar a relatividade do pecado, da morte e da própria existência. E, na hipótese, de a vida ser um jogo arquitetado por Deus, quem são os seres inanimados e quem são os seres humanos? O que é a consciência e o que a distingue da alma? Individualidade x Unidade. Onde está a central de comandos do SISTEMA SUPERIOR?

Devemos até considerar que a essência ou potência de existir do indivíduo consiste no ato de afirmação por ela mesma desse indivíduo.

AUTOAFIRMAÇÃO – VERBO, CONHECER O PRÓPRIO VERBO, IMPRIMIR SENTIDO A SI PRÓPRIO. LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO. Como Narciso e o próprio espelho d´água. Uma revisão constante de si faz desenvolver o autoconhecimento e o conhecimento torna-se uma busca possível. Ao comer da árvore com os frutos do sobre o conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva tornam-se responsáveis por suas próprias consciências. Não há paraíso (estado de inocência da consciência) para os que conhecem a própria dualidade. Poderíamos pensar nesta passagem bíblica como uma metáfora do indivíduo humano, composto de duas metades – feminino e masculino/bem e mal/ yin e yang. A integridade da consciência consiste em torna-se conhecedora de sua totalidade, equilibrando suas dualidades. Creio que seja esta a mecânica do universo, por meio de forças eletromagnéticas que repelem ou atraem corpos no espaço sideral.

Não estamos sós e a complexidade de nossas substâncias pode proporcionar combinações surpreendentes.

 

 

LEITURAS I – Filosofia / Spinoza

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Física da individualidade

Spinoza exclui qualquer assimilação do indivíduo a uma forma de realidade orgânica dotada de uma unidade específica, distinta da relação mecânica entre partes extensas que estão necessariamente em exterioridade umas em relação às outras. Quer dizer, a que ponto a temática spinozista do indivíduo é exclusiva de toda finalidade interna que se julga que ligam as partes do organismo umas às outras em função da totalidade que elas formam. Muito ao contrário, o indivíduo é uma realidade constituída pela união de corpos que concorrem entre eles, segundo as leis mecânicas. O indivíduo, por conseguinte, não pode ser confundido com um sujeito, no sentido de uma substância subjacente e suas variações.

Por coisas singulares entendo as coisas que são finitas e que têm uma existência determinada. Se acontece que vários indivíduos concorrem para a uma mesma ação, de tal modo que todos em conjunto sejam a causa de um mesmo efeito, considere-os, então, todos juntos como constituindo uma mesma coisa singular (Ética, II, def. 7 -Spinoza)

Nestas condições, o raciocínio pode deduzir, a partir das coisas singulares e da unidade somente relativa, funcional, que se estabelece entre algumas delas, a ideia de um conjunto definido pela ação que ele exerce. Uma unidade semelhante é de ordem histórica na medida em que depende de um encontro momentâneo entre esses corpos. Também a unidade que parece ser o caráter do indivíduo não pode persistir senão enquanto as condições exteriores mantêm a relação que forma o indivíduo. Do mesmo modo, as interações entre partes no seio do indivíduo não devem colocar em perigo a coesão do conjunto. Por conseguinte, aplica-se uma relação puramente exterior entre partes distintas que coexistem entre elas sem cessar de ser determinadas por outras relações exteriores.  A ação de uns corpos sobre os outros é explicada pela causalidade mecânica que liga as coisas finitas entre elas. Também esta regulação puramente funcional, totalmente transitiva – cada causa exercendo seu efeito fora dela mesma – aparenta-se com uma “pressão do ambiente” que remete ao jogo de todas as causas materiais umas em relação às outras, de maneira indefinida. A ideia do todo, então, é relativa; ela consiste, por exemplo, em isolar tal partícula do sangue, ou da linfa, do sangue tomado em sua totalidade, ou ainda isolar o próprio sangue do resto do organismo ou ainda do ambiente material e do universo em sua integridade*(Carta 32 a Oldenburg – Os pensadores Vol. XVII, p. 390-392). Somente depois que a parte é assim separada, de maneira abstrata, das interações que ela mantém com o resto, é que ela pode ser imaginada como um todo; é assim, por exemplo, com o sangue, tal como foi entendido como um todo unificado, quando as relações de concorrência ou de contrariedade jogam entre as partes que o compõem.  Em resumo, o próprio sangue como indivíduo não é outra coisa senão a organização de suas partes, em função de leis que se estabelecem entre elas. Seguem-se que a noção de todo se confunde com a figura de um conjunto determinado pela ligação de suas partes; esse todo aparece, por conseguinte, como relativamente distinto do resto. Mas uma tal imagem está de fato marcada pelas leis da finitude. Ao contrário, o pensamento adequado relaciona as coisas finitas e singulares entre elas e forma assim conjuntos compostos, o quais estão em relação com outros conjuntos. Os conjuntos assim descritos integram-se uns aos outros em sistemas superiores, os quais, por sua vez, estão em relação entre eles. Etc. A perspectiva muda se for evocado o universo: neste caso não poderia existir encerramento possível do sistema infinito dos efeitos da substância, pois não existe nada em relação a que o universo formaria um todo fechado. Neste caso, a individualidade do universo é dita de uma realidade complexa, infinita, aberta sobre efeitos infinitos não totalizáveis. Na carta 32 a Oldenburg, o raciocínio de Spinoza leva a esta generalização:

Com efeito, todos os corpos estão circundados por outros e se determinam reciprocamente para existir e operar em relações determinadas, mantendo sempre constante em todos os corpos (isto é, o universo inteiro) a mesma relação de movimento e de repouso.

Para compreender direito os problemas que o status da individualidade apresenta, uma comparação com Descartes, pode ser frutuosa. Com efeito, na sua carta a Mesland, de 9 de fevereiro de 1645, Descartes distingue o corpo em geral e o corpo de um homem. O corpo em geral é uma parte da extensão, cuja identidade numérica é alterada se uma parte da matéria que o compõem é subtraída; em compensação, o corpo do homem está unido a uma alma cuja unidade indivisível se aplica à realidade psicofísica assim formada: o corpo do homem evolui durante a existência, partes suas são retiradas, outras são acrescentadas a ele, por exemplo durante o crescimento, mas sua unidade de conjunto permanece apesar de tais variações. Por isso a individualidade do corpo humano parece ser explicada, em Descartes, por uma causa que excede o domínio próprio da extensão, visto que faz a alma intervir. Ao contrário, o breve opúsculo de física, introduzido por Spinoza após a proposição 13 da parte II da Ética, tem a função de descrever uma gênese estritamente física da individualidade a partir da composição dos corpos. Spinoza restabelece neste sentido uma continuidade entre o conjunto dos corpos ditos inanimados, o mundo animal e o corpo do homem: os limiares entre esses diferentes domínios depende de uma complexidade de ordem puramente física.

O indivíduo físico, tal como é formado por uma união de corpos, é composto de uma infinidade de partes. A essência do indivíduo, por conseguinte, não pode consistir numa substância simples que reduziria uma tal diversidade à unidade. Devemos até considerar que a essência ou potência de existir do indivíduo consiste no ato de afirmação por ela mesma desse indivíduo. Ainda é preciso que esse indivíduo tenha surgido no tecido das coisas naturais, o que supõe que a relação funcional entre partes materiais, tal como corresponde à essência desse mesmo indivíduo, seja produzida causalmente na natureza. (…)

RIZK, Hadi. Compreender Spinoza; traduação de Jaime A. Clasen. – Petrópolis, RJ, Vozes, 2006. (Capítulo 3: O INDIVÍDUO)

 

 

Delegacia de Mulheres: Um Raptor de sonhos

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A pior violência doméstica que pode acontecer é aquela na qual há tamanha previsibilidade e tamanhos abusos que impossibilita a plateia de perceber o alto grau de agressividade do agressor.

Um homem que se aproxima de forma premeditada de qualquer mulher com intuito de roubar-lhe os sonhos e, também, o dinheiro só pode ser classificado como psicopata social. E, há um perfil para este tipo de “criatura”: sedutor, manipulador e pouquíssimo interessado em sentimentos a não ser para instrumentalização e efetivação de seus objetivos. O primeiro objetivo consiste em manter a vítima envolvida numa “história de amor”, quase como um roteiro, destes de filmes água-com-açúcar. O segundo objetivo, tomar o controle total dos sentidos da vítima, dos recursos e da sua liberdade, mesmo que para isso tenha que gerar filhos com ela. Os filhos, neste caso, são de pouquíssima importância para este agressor, a não ser que deles possa tirar proveito enquanto um manipulador obsessivo ou enquanto um pervertido sexual (pedofilia).

Este tipo de agressor utiliza as leis como um membro da “máfia russa”, tirando total proveito das situações mais inusitadas. Procura ser vítima quando lhe convém, procura tomar posse do que não lhe pertence, procura usurpar a infância de filhos, caso os tenha. Nestes casos é dificílimo identificar a verdadeira face do agressor porque ele geralmente se esconde atrás de uma máscara de “bom moço, como são excelentes manipuladores conseguem se comunicar de forma bastante carismática, envolvendo todos em seus dramas ou piadas. Costumam levar as pessoas às conclusões que lhe convém, costuma fazer com que as pessoas atuem da forma como desejam.

Têm hábitos sofisticados, gostam de prazeres sutis, costumam fazer indicações destes prazeres às vítimas que pretendem manipular. Quando ameaçados, negam sumariamente, chegam a ficar muito transtornados e agressivos mas tentam manipular até mesmo esta reação, o objetivo é fazer a vítima se envergonhar de ter duvidado de suas atitudes.

Quando vão golpear suas vítimas costumam ser silenciosos, atuam no subterrâneo, não deixam as pessoas suspeitarem deles em hipótese alguma. Portanto, são capazes de trazer outros cúmplices para atuar seja qual for o delito dos assédios aos assassinatos chamados de crimes perfeitos.  Cobiçam a cabeça de suas vítimas, querem tirar proveito e esmagar sentimentos, para eles, uma vítima deprimida é uma vitória um deleite. Caso este agressor seja um homem cuja a homossexualidade nunca fora revelada, algumas vezes o que eles cobiçam na vítima é a própria feminilidade, há uma inveja desmedida da vagina, um desejo ardente de suga-la até tornarem-se mulheres. Estes agressores são verdadeiros “vampiros” sociais, todas as vezes que se aproximam de alguém parecem sedutores ou cuidadores mas, na verdade, são agressores covardes que nunca permitem que vejam suas faces transfiguradas em demônios famintos de energia.

Cuidado com os raptores de sonhos, são perversos, estão em toda parte e escolhem sempre os mais sonhadores ou empolgados, os mais tímidos, os mais receosos e inseguros e os potencialmente mais brilhantes, porque vibram em alta frequência. Costumam entrar exatamente nas brechas, exatamente naquele dia em que as vítimas se sentem inseguras ou infelizes.

Portanto, NUNCA DUVIDE DE VOCÊ! MATE ESTE DRAGÃO USANDO A ESPADA DAS PERCEPÇÕES MAIS APURADAS!

E SIGA ADIANTE!

A informação como extensão do corpo

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Quando pensamos em “realidade virtual”, imediatamente relacionamos a tecnologia, as máquinas que conectam corpos humanos a espaços de interatividade eletrônica, jogos, dança, relacionamento, etc. mas sempre penso no oposto como alguma versão de ficção científica ainda não compreendida pela raça humana.

Faço-me a pergunta:

“E se, na verdade, a realidade virtual for a própria vida humana. Momento em que a consciência habita um corpo e pode viver uma história, escolhida por ela mesma com o intuito de autodesenvolvimento?”

Nenhuma novidade há nesta ideia já que alguns “loucos” crentes em vida extraterrestre levam a sério possibilidades como esta, entre outras como passeios através das dimensões.

O corpo humano como máquina biológica, capaz de absorver e decodificar informações, processá-las e alimentar a renovação de uma consciência, desenvolvendo sentimentos, concepções de mundo, sentimentos, religiosidade, singularidade.

Não vou defender teses científicas sobre esta possibilidade, não tenho gabarito para tal. Creio que a própria ciência já vem se encarregando de promover conhecimentos descobertos ainda em 2003, com as pesquisas ligadas ao Projeto Genoma, nas quais informações valiosas sobre a relação do corpo humano (células, cérebro, coração) foram divulgadas e pouco debatidas nas comunidades acadêmicas e opinião pública.

Há um movimento em curso no qual o tratamento da “consciência humana” vem sendo revisitado de todas as formas imagináveis. Cito aqui também os movimentos da tecnologia da informação que busca compreender os mecanismos de funcionamento da consciência humana.

Mas vou simplificar minha contribuição começando com algumas das impressões que tenho sobre o quão importante é este raciocínio para a mudança de paradigma quanto ao modo como Analistas de Sistemas olham a informação de maneira distanciada dos efeitos que promovem no corpo humano e na própria mente humana.

A informação é como um comando para o corpo e para as células, isto é sabido por meio de algumas pesquisas da psicologia e psicanálise, mesmo o Facebook é um dos gigantes que já conhecem a verdade sobre os efeitos que as redes sociais têm sobre o psicológico e o comportamental dos usuários.

Ainda não sabemos até que ponto pode ser criminoso interferir no fluxo de informações de um indivíduo. Ainda não sabemos o quanto pode ser desastroso interromper a corrente de comunicação de uma pessoa. Ou melhor, sabemos, mas não nos sensibilizamos quanto às consequências disso.

Quando pensamos em Sociedade da Informação e do Conhecimento, geralmente pensamentos em benefícios ou malefícios coletivos. Esquecemos de observar o potencial positivo e negativo que esta mudança social pode fazer em um corpo humano, penso em corpo humano aqui como um ente que emana informações, tal como uma das antenas de transmissão de dados em meio a grande sistema de telecomunicações.

O que pode acontecer a uma consciência desconectada? O que pode acontecer a um corpo que absorve os dados de outro corpo conectado à grande rede? Que tipo de doenças psíquicas e físicas pode acometer um corpo exposto a estes tipos de violações. Às veze, penso que tenho esta resposta mas prefiro pedir ajuda, gostaria que especialistas no assunto contribuíssem respondendo a estas questões.

Uma consciência roubada pode ser um grande caos para o resto da rede. A confusão mental numa rede neural pode ser causada por comandos inadequados inseridos de forma criminosa em meio ao ecossistema.

Um corpo sem consciência ou com a consciência sendo sugada por outro é como uma fêmea sendo ameaçada de perder seu filhote. Creio que seja causa de grande caos não apenas individual mas coletivo.

Sendo assim, a pergunta é simples: até que ponto somos capazes de proteger e respeitar este ecossistema que estamos descobrindo e cada vez mais avançando sobre o domínio da consciência humana?

A informação é uma extensão do corpo humano, já faz muito tempo, desde o momento em que aprendemos as tecnologias mais básicas tais como a escrita, para exercitar nossas memórias.

Portanto, qual nossa maturidade para respeitar o ecossistema de consciências que estamos para desvendar?

A resposta: ainda não pensamos nisso, queremos apenas ser os donos e os comandantes de tudo!

PS.: Foi a violência mais intensa que já sofri, insuportável para um mortal qualquer. 😉