Especialista destaca as profissões requisitadas na economia criativa

Profissional deve ser flexível e aberto a diferentes tipos de conhecimentos

Para muitos, o termo “economia criativa” pode soar como algo novo. Para instituições internacionais importantes, como a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o tema já é destaque em discussões e fóruns. Um dos motivos para essa nova economia estar em pauta diz respeito à sua importância como eixo estratégico para o desenvolvimento dos países emergentes.
Já no Brasil, a economia criativa vem ganhando cada vez mais espaço. Em junho de 2012, o Ministério da Cultura criou a Secretaria da Economia Criativa (SEC), que tem a missão conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para dar apoio e fomento aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros. O objetivo é tornar a cultura um eixo estratégico nas políticas públicas de desenvolvimento no país. A SEC definiu os fundamentos deste ramo a partir dos seguintes princípios: inclusão social, sustentabilidade, inovação e diversidade cultural brasileira.
De acordo com a Secretaria, os setores criativos são aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de um produto, bem, ou serviço, resultando em produção de riqueza cultural, econômica e social. Os setores criativos, portanto, passam a ir além dos denominados como tipicamente culturais e incluem outras expressões, ou atividades, relacionadas às novas mídias, à indústria de conteúdos, ao design, à arquitetura entre outros. Mas diante desse novo cenário, quais são os tipos de profissionais e profissões que essa economia requer?
Alfredo Laufer (Foto: Divulgação)Alfredo Laufer, professor de Empreendedorismo
da PUC-RJ (Foto: Divulgação)
Segundo explica Alfredo Laufer, professor de Empreendedorismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na economia criativa, as interseções criadas entre diferentes áreas e conhecimentos, propiciada pelas tecnologias da informação e comunicação, ajudam nas inovações. “Antes, cada área ficava na sua. Hoje, elas se interceptam no dia a dia. Novas formas de marketing surgem, unindo tecnologias com arte. As oportunidades oferecidas pela economia criativa estão na exploração cada vez maior das velocidades de informações aliadas às novas formas energias que estão surgindo em defesa de nosso meio ambiente. Presenciamos novas formas de bicicletas, de automóveis, de redes que permitem o desenvolvimento de comunicações com ‘clãs’ cada vez mais específicos”, explica o professor.
Com relação às oportunidades de trabalho, Alfredo Laufer destaca que as carreiras em alta são aquelas relacionadas às tecnologias que exploram a informática e a comunicação como base para novos produtos criativos. Nesse quesito, o professor cita o designer como um dos profissionais a serem requisitados no contexto da economia criativa. Segundo ele, esse profissional vai atuar não só para a elaboração de novas formas de produtos e serviços, como também, principalmente, nos processos visuais que englobem a criação de imagens, incluindo a indústria de games, por exemplo.
“Há oportunidades também para os profissionais ligados à moda e às artes, incluindo música, cinema, teatro, escultura, pintura, entre outras. Temos também as profissões que exploram novas formas tecnológicas de geração de energia individualiza, ou seja, aquela que poderá ser gerada na própria residência do indivíduo para iluminar sua casa, abastecer seu automóvel elétrico, ou bicicleta elétrica”, exemplifica.
Perfil do profissional que atua na economia criativa
Parece óbvio, mas criatividade é um dos elementos fundamentais para quem deseja trabalhar no ramo da economia criativa. Porém, além disso, conforme ensina o professor Alfredo Laufer, os profissionais que atuam nesse segmento devem, acima de tudo, ter flexibilidade e abertura para fazer interseções entre conhecimentos de diversas áreas. Isso inclui, por exemplo, aliar tecnologia da informação com biologia, arquitetura com influências de formas geométricas encontradas na natureza.
“O perfil será o de um cara que tem flexibilidade na alma: de escutar uma música e sentir os movimentos que deve fazer em seus quadris, ou pés. Aquele que ficar em uma única música não terá futuro profissional. Para sobreviverem, as empresas terão, cada vez mais, necessidades de novos produtos que substituam os obsoletos, que estarão em um ritmo frenético de obsolescência. As empresas que não constituírem um processo dinâmico de inovações vão para o fundo do poço”, alerta o professor.

Publicado por Ana Paula Sena de Almeida

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