Editais para criadores e produtores negros

Mais de 2,3 mil inscrições foram feitas, até o último dia 25 de março, em editais de apoio a produtores e criadores negros, lançados pelo Ministério da Cultura (MinC) em novembro. Ainda há inscrições para editais da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), até o dia 30 de abril. E o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) também lançou, no último dia 18, mais um edital para seleção de projetos com a finalidade de apoiar manifestações e práticas culturais relativas ao patrimônio imaterial de populações afrodescendentes.
Dos editais lançados em novembro, o Prêmio FUNARTE de Arte Negra teve 1.865 projetos inscritos. Os de curtas-metragens da Secretaria do Audiovisual, 292. Da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), o edital de apoio a pesquisadores recebeu 211 inscrições.
Os editais são ação afirmativa do MinC em consonância com a política da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Presidência da República, e visam combater a discriminação racial, além de possibilitar a inclusão social dos afrodescendentes, valorizando todas as vertentes que constituem as raízes da cultura brasileira.
“A parte mais forte e enraizada da nossa cultura vem da cultura africana. Nós temos que preservar isso e tornar mais visível”, defendeu a ministra da Cultura, Marta Suplicy, durante a cerimônia de lançamento dos editais.
Inscrições abertas
Até 30 de abril, ainda está aberto o edital da FBN para formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lançou edital para seleção de projetos com a finalidade de apoiar manifestações e práticas culturais relativas ao patrimônio imaterial de populações afrodescendentes. As atividades dos projetos deverão envolver ações de mapeamento, pesquisa, produção bibliográfica e audiovisual; ações educativas, formação, capacitação e transmissão de saberes; apoio à organização e à mobilização comunitária, à promoção da utilização sustentável dos recursos naturais, entre outras que se relacionem ao universo da música, canto e dança e contribuam para a continuidade da existência de bens culturais imateriais e/ou para a gestão participativa e autônoma da preservação de práticas tradicionais referenciais de comunidades afrodescendentes no território brasileiro.
A realização do Projeto de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial relacionado à música, canto e dança de comunidades afrodescendentes localizadas no território brasileiro integra a participação do Estado brasileiro no âmbito do projeto Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial relacionado à música, canto e dança de comunidades afrodescendentes na América Latina, proposto pelo Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da América Latina (CRESPIAL), Centro de referência 2 da UNESCO, do qual participam 13 países da América Latina e Caribe, comprometidos com a execução de experiências‐piloto de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial afrodescendente em suas abrangências nacionais.
O tema selecionado – Música, canto e dança de comunidades afrodescendentes – delimita o universo de bens culturais que poderão ser objeto do projeto, mas não estabelece a quantidade máxima de bens e nem a obrigatoriedade de atendimento das três expressões citadas. No entanto, é necessário que o projeto envolva ações que articulem elementos da música, do canto e da dança ou de um desses aspectos de forma específica. Outra recomendação para esse edital é que projeto se desenvolva em comunidades de pequeno ou médio porte, localizadas em território específico, para garantir que a execução, acompanhamento e monitoramento do projeto sejam compatíveis com a sua natureza. Para outros esclarecimentos, os interessados podem procurar o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) enviando e-mail para
Desirée Tozi (desiree.tozi@iphan.gov.br) ou para Paulo Peters (paulo.peters@iphan.gov.br).
(Texto: Ascom / MinC)
Fonte: Minc

Publicado por Ana Paula Sena de Almeida

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