Guarde na sua cabecinha 2, e acabou!

Ana Paual Sena 

No artigo anterior, escrevi sobre os perigos de compartilharmos tudo que sabemos, sobre a cobiça criativa que nos inferniza e sobre a economia vingativa que pode ser uma das consequências desse desequilíbrio das relações em redes sociais na internet.

imagem da internet.

Escrevi também sobre os seguidores que se aproveitam de conhecimentos alheios para se promoverem sem pagar nada por conhecimentos que levariam meses para constituir. No mínimo teriam que comprar um livro, participar de um curso ou uma palestra. 

Mas enfim, o setor cultural anda mesmo sendo engolido pela sua máxima superior e populista chamada “é grátis”, agora anda às voltas com uma dor de consciência absurda pois as suas Leis de Incentivo à Cultura não financiam tudo, mas apenas alguns dos seus escolhidos.
Os empreendedores culturais nunca serão empreendedores se continuarem usando pires para recolherem seus ganhos ou seus salários. Os postos de trabalho dos tempos de hoje são tão absurdamente novos que muitos ainda nem foram catalogados pela Organização Mundial do Trabalho.
Enfim, como tudo tem pontos positivos e negativos, esse recado serve para sermos mais atentos na hora de compartilharmos informações. Aliás, quando me perguntam porque não publico artigos ou e-books sobre essas impressões, digo que as mudanças estão acontecendo de uma forma tão acelerada que mal dá tempo de absorver ou erguer conceitos muito sólidos. 
Creio que as redes sociais trazem tantos reflexos sobre essa sociedade em transformação que será, por hora, mais viável observa-la nesta ferramenta caótica do que em artigos científicos sisudos e engessados.
Guardo comigo o essencial para me reinventar todos os dias, já que  estamos falando de uma sociedade que nos compele a produzir conteúdos sobre nossas rotinas, carreiras e até intimidades. 
Guardo comigo o que é essencial na reinvenção dos meus espaços neste universo de multiplicidades adversas.
O resto, aquilo que não guardo, processo em textos, imagens e sons possíveis de se compartilhar a título de conquistar um pequeno lote na ocupação do grande cérebro digital que vem construindo um mosaico sobre a humanidade.
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