A violência invisível da Internet ponto BR

6a201-copa-do-mundo-2014

Funciona assim, usam seus perfis, roubam seus contatos e usam os frutos do ócio criativo, pensamento é dinheiro ou excremento?

Você não percebe, inocente sem saber que o GOVERNO quer ser seu coordenador no uso das redes sociais. E lá se vai o sonho de equilíbrio e comunhão na economia digital!

Começa com o interesse político de OCUPAR a rede para fazer seus discursos ideológicos. Termina com uma crise política e uma rede que, se fotografada, não serviria nem de trapo, nem de pano para limpar privadas.

Por isso, só posso concluir uma coisa: o Brasil é nota zero em comportamento na rede. Estabeleceu a barbárie antes da chegada ao futuro. Preferiu usurpar em vez de contribuir.

A população não sabe e não entenderia como é fácil invadir privacidades em massa. Como é fácil para um falsário tirar proveito de outros ID´s na internet.

Precisaremos de uma correção que nos faça voltar um pouquinho atrás… algo como um RETARDAMENTO em prol da nossa educação e colaboração.

Cérebros minúsculos compensados com chips de computador ou talvez a volta às casas em árvores que, para muitos, é onde os nossos saudosos índios moravam antes da chegada dos portugueses.

A selva não é muito longe daqui, fica ainda na atitude dos que se acostumaram a levar vantagem em tudo.

Enfim, minha pátria é linda mas também é sórdida!

 

Pois é, e a rua, hein???

cd6b3-mc22-louco

(Sempre tem um idiota do desgoverninho no Whatsapp tentando roubar seus atos e pensamentos! Fuja deles!)

Brasil foi arrastado para a rua da amargura histérica teleguiada pela rede anti-social.
Uma turminha responsável por tirar a popularidade da Presidenta Marionete.

Pobres brasileiros… tenho perguntas a fazer:

1) Por quê ninguém foi para a rua até agora?
2) Por quê o PT virou outra sigla, Partido que se traiu?
3) Por quê colocaram um bando de idiotas que não entendem nada de cultura para cuidar a comunicação da rede??? E estes idiotas se meteram como loucos na vida dos empreendedores culturais tentando tomar tudo! É, a grana está curta! Chamem o Juca!

As consequências são honestíssimas! Graças a Deus! 😉

O governo brasileiro deveria assumir que está falido e esquecer este papo “Mojica Fascista”. Aviso: não estou de bobeira no Facebook!

Quem é dono do conhecimento e da cultura?

Estamos vivendo um processo histórico de definição dos marcos de propriedade intelectual e a possibilidade de rever nossos compromissos nesta área e da cultura de um modo geral como um direito humano.


Assim como em outras áreas do direito, atualmente há maior percepção de que na década de 90 – período de maior incidência neoliberal nas políticas públicas do país – houve demasiada e indevida concessão da dimensão pública e social aos marcos jurídicos de interesse ligados ao comércio internacional e, especialmente, aos grandes temas como investimentos, serviços e propriedade intelectual. 

A avaliação é de Carol Proner, doutora em direito, é coordenadora do Procade Democracia e Inclusão Tecnológica (UFSC/UniBrasil/PUC-PR/UNISANTOS), em entrevista ao Adverso, publicação do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre (Adufrgs Sindical).

Autora dos livros Propriedade intelectual e direitos humanos: Sistema Internacional de Patentes e Direito ao Desenvolvimento (Fabris, 2007), Propriedade Intelectual: para uma outra ordem jurídica possível (Cortez, 2008) e Inclusão Tecnológica e Direito à Cultural (Org. Funjab, 2012), Carol Proner é uma critica da ofensiva privatizadora na área da propriedade intelectual e da cultura de um modo geral. “O marco ideológico patrimonial é o mesmo, tendente a não permitir qualquer objeção de ordem social à lógica prevalecente da privatização sem limites”, afirma Proner. 

Qual sua avaliação sobre o atual estágio do debate sobre propriedade intelectual e direito autoral no Brasil? Estamos caminhando para uma legislação mais restritiva ou mais flexível?
A pergunta exige uma breve recuperação histórica do processo de revisão da Lei de Direito Autoral (LDA – Lei nº 9.610/98). Quando, já em 2007 e, em especial, na gestão do Ministro Juca Ferreira, se discutia a possibilidade de revisão e modernização da LDA, havia grande expectativa quanto ao surgimento de um marco vanguardista em matéria de inclusão cultural, acesso ao conhecimento, direito à cultura, valores que são a priori incompatíveis com modelos clássicos de livre iniciativa na comercialização de bens culturais. O debate tomou rapidamente grande proporção, tendo o governo contabilizado mais de mil contribuições apenas no primeiro mês de consulta pública. 

O processo amplo e participativo de reuniões periódicas também apresentou resultados qualitativamente surpreendentes, com propostas criativas e inéditas quando comparadas à legislação de países europeus. Ainda que muitas das propostas não tenham sido incorporadas na versão final do anteprojeto, havia espaço político e institucional para a discussão e a disputa de valores e direitos que supõem a grande propriedade do século 21: a propriedade intelectual. 

Obviamente o governo não estava estimulando a socialização da propriedade intelectual, mas uma tentativa de correção de rumos e assimetrias na concepção do direito de autor e na ideia de Indústria Cultural, bem como na identificação do intermediário, dos direitos do consumidor e da dimensão coletiva da cultura, do conhecimento, dos direitos de cidadania; a proposta foi a de construção de um novo marco legal capaz de compatibilizar a relação entre autores, investidores, usuários e cidadãos com o fim de estimular as criações e os investimentos, ampliar o mercado dessas obras e diminuir o número de processos judiciais que até hoje evidenciam os problemas decorrentes dessas assimetrias. 

Nesse sentido, a gestão Ana de Hollanda foi desconcertantemente diferente. A partir de então, como é sabido, produz-se um desânimo generalizado em razão da brusca interrupção do debate democrático e, no lugar, passa a prevalecer uma desconfiança a respeito dos atores privilegiados do Ministério. 

Na gestão da ministra deu-se seguimento ao anteprojeto de lei de Modernização da Lei de Direito Autoral, embora tendo resultado em uma versão menos flexível que a proposta do ministério anterior. O anteprojeto segue na Casa Civil desde outubro de 2011 e, após essa etapa, seguirá para avaliação do Congresso Nacional.

A nova Ministra Marta Suplicy devolve esperança quanto ao debate democrático, vez que já manifestou o desejo de rediscutir o tema, de estudar as opiniões que desde 2007 (gestão do então ministro Gilberto Gil) foram defendidas por grupos diversos. No dia 24 de setembro, ela disse à Agência Brasil: “Tem muitos grupos, muitas posições divergentes. Eu vou ter que entrar e conversar com todos os grupos até chegar na forma que preserve o autor e converse bem com o século 21, que é a contemporaneidade da internet”.

Portanto, há expectativa para que o debate da flexibilidade ganha força, bem como um adensamento da participação de atores e movimentos deixados de fora nos últimos dois anos. 

Quais seriam as principais ameaças hoje decorrentes da pressão pela adoção de leis mais restritivas (nesta área). Poderia citar alguns exemplos?
Além do anteprojeto de lei de Modernização da Lei de Direito Autoral, decorrente da gestão de Ana de Hollanda e que está na casa civil, é preciso lembrar, como o fez Manoel J. de Souza Neto, atual membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais, que existem outros dois projetos em andamento e em disputa, um na Câmara dos Deputados, com base no projeto do ex-ministro Juca Ferreira e outro que resulta do relatório da CPI do ECAD, que está no Senado e ainda não virou PEC.

Um dos principais pontos dessa disputa decorre do monopólio de sociedades arrecadadoras, em especial as polêmicas envolvendo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), sociedade civil, de natureza privada, instituída pela Lei Federal nº 5.988/73 e mantida pela atual Lei de Direitos Autorais brasileira – 9.610/98. As denuncias contra o ECAD, por um lado, expõem as irregularidades diante da falta de fiscalização (CPI do ECAD realizada em 2011), e, por outro, mostram a crise deste órgão obsoleto diante das possibilidades de comunicação advindas da Internet. 

A polêmica do ECAD simboliza outras disputas e problemas mais específicos: a ausência de política adequada para o exercício de fiscalização e controle dos direitos autorais e, em decorrência, a naturalização de abusos, irregularidades e crimes cometidos por entidades não legitimadas; a ausência de políticas que estabeleçam limites ao privado ao mesmo tempo em que defenda a função social da propriedade intelectual; a prática de uma cultural elitista de direitos autorais em contraposição a alternativas democráticas, socializantes e de compartilhamento da cultura e do saber, das quais são exemplos as Licenças Gerais Públicas, os Creative Commons, entre outras formas de transferência dos bens derivados do direito autoral.

As possibilidades de compartilhamento são cada vez maiores e a pressão das grandes empresas por fechar conteúdos também. Quem ganha essa queda de braço?
A notícia dos últimos dias é o adiamento da votação pela Câmara, pela 6ª vez, do Marco Civil da Internet (PL 2126/2011). Trata-se do projeto de lei que visa estabelecer direitos e deveres na utilização da rede mundial de computadores. Podem-se imaginar as tensões que decorrem desse processo que visa definir as condições de uso da Internet em relação aos direitos e deveres de usuários, prestadores de serviços e provedores de conexão, bem como a adequação do papel do poder público nesse processo, um verdadeiro campo minado! 

O processo de construção do Marco Civil da Internet no Brasil é modelo de vanguarda quanto à forma. Foi construído com ampla participação democrática, de forma aberta, transparente e acessível, utilizando os debates e as propostas apresentadas na consulta pública e outros espaços promovidos nos últimos três anos, o que justifica a perplexidade dos atores que participaram do processo democrático diante das alterações de último minuto.

Um dos pontos polêmicos está no tema da liberdade de expressão. Há temores, principalmente a partir das modificações de última hora feitas ao artigo 15º, quanto à possibilidade de censura prévia e da abertura para punir conteúdos. Na redação anterior estabelecia-se que seria proibido que qualquer provedor de Internet retirasse do ar conteúdos de seus clientes sem mandato judicial, ou seja, somente o judiciário poderia determinar a retirada de conteúdos da Internet. Já o novo texto abre, como exceção, a possibilidade de retirada de conteúdos por meio de denuncia de direito autoral, transferindo a responsabilidade sobre o julgamento a respeito do conteúdo para o provedor da Internet. Os próprios provedores são contrários a essa mudança trazida pela nova redação do artigo 15º (conf. posição da Associação dos Provedores de Internet). 

O temor tem conexão com a polêmica Lei Azeredo, proposta que está atualmente na Câmara dos Deputados e que visa estabelecer punições para determinados crimes na web. No plano internacional há iniciativas em sintonia, como o projeto de lei em discussão nos Estados Unidos conhecido como SOPA (Stop Online Piracy Act, ou Lei de Combate à Pirataria Online), iniciativa apoiada pela Motion Pictures Association of America (MPAA) e pela Recording Industry Association of America (RIAA), que alegam prejuízos na indústrias cinematográfica e fonográfica.

Outro tema de desgosto está na questão da neutralidade da rede. De acordo com o princípio da neutralidade, todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando a mesma velocidade. É esse princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede. 

O modelo a que se chegou no Marco Civil da Internet foi o de que, via de regra, prevalece a neutralidade dos conteúdos e que, por exceção, haveria interferência do poder público em consulta ao Comitê Gestor, órgão composto por múltiplos representantes, inclusive da sociedade civil. Na queda de braço com as operadoras de telecomunicações houve modificação de última hora no artigo 9º, fazendo prever a Anatel como responsável pela regulação da neutralidade.

Para Marcelo Branco, representante da Associação SoftwareLivre.org, a Anatel é o setor que mais tem, no mundo inteiro, interesses em quebrar a neutralidade. Além disso, segundo expressa, há também uma quebra grave de expectativa com relação ao princípio de participação e de construção do texto, submetido a consulta pública durante um ano e que agora é desrespeitado por modificações por lobby de interesses.

Tendo a concordar com Marcelo Branco, não apenas no conteúdo, como também na forma, pois as consultas públicas são uma ferramenta das mais fundamentais quanto à participação da sociedade no processo de construção legislativa e de políticas públicas. O desrespeito ao processo de consulta pública – nesse caso em temas estruturais como a questão da liberdade de expressão e o princípio da neutralidade – acarreta necessariamente um problema de legitimidade ao texto imposto fora das regras do jogo democrático.

Em que medida, as evoluções tecnológicas e de comportamento na internet, especialmente a partir da explosão das redes sociais, podem influenciar a definição de novas leis? 
São tantas as possibilidades de exemplificar o fenômeno da Internet na participação social e política, mas creio que o melhor e mais atual pode ser o papel das redes nas recentes eleições municipais, consideradas históricas justamente por isso. As redes sociais foram usadas como estratégia de campanha pela maioria dos candidatos, inclusive para corrigir vantagens de tempo de televisão e rádio. 

Ao mesmo tempo, a possibilidade livre de manifestação de opinião a respeito dos candidatos, propostas, partidos, faz da rede um espaço inigualável de participação livre quando comparado com as mídias tradicionais nas quais, entre tantos problemas, o espectador é passivo e inativo. Essas são razões suficientes para reafirmar as preocupações manifestadas anteriormente, quanto à censura prévia e ao cuidado com o princípio de neutralidade na rede (até, nesse caso, por preocupações quanto a censura política).

A Internet também favorece processos de participação fomentados pelo Governo, entre os quais está a ferramenta de consulta pública via Internet, fazendo parte das chamadas Tecnologias da Informação (TICs) na administração pública. 

Como visto com a LDA e o Marco Civil da Internet, trata-se de uma tendência de ampliação da participação democrática que acompanha os melhores e mais avançados princípios da administração pública, favorecendo a transparência e o controle social. No entanto, esses “convites à participação” devem vir acompanhados do respeito ao processo participativo de elaboração de propostas, argumentos e considerações sem o qual o instrumento passa a se transformar no exato oposto, na demagogia cruel da ilusão participativa. 

Você tem uma tese de doutorado sobre Propriedade Intelectual e Direitos Humanos? Em que medida o debate sobre Direitos Humanos entra na questão da propriedade intelectual?
A propriedade intelectual e a propriedade tradicional de bens experimentaram semelhante trajetória jurídica. No entanto, a primeira, por ser invisível, levou mais tempo para se projetar como elemento essencial na divisão de direitos e valores da sociedade moderna. Passou por fases de pouco ou nenhum reconhecimento até se destacar como fator essencial para o desenvolvimento da economia capitalista internacional. 

A categoria propriedade intelectual envolve múltiplas temáticas associadas e, por consequência, inúmeros efeitos nas necessidades humanas: pode versar sobre direitos autorais, desenhos e processos industriais, marcas, patentes de invenção, denominações de origem, contratos de transferência de tecnologia, saberes tradicionais, costumes populares, artes reproduzidas em pintura e escultura, música, enfim, estamos falando da grande propriedade do século XXI cujas consequências são complexas e necessariamente afetam os direitos humanos, o direito ao desenvolvimento, o acesso a bens resguardados por sistemas de exclusividade e monopólios industriais.

No momento da tese doutoral minha preocupação maior era identificar as normativas internacionais – e os espelhos de legislação interna – que ocasionaram um sentido único de proteção jurídica de PI e suas implicações ao desenvolvimento ou não desenvolvimento de economias de Estados e regiões, seguindo a hipótese de que a dependência tecnológica gera dependência econômica e esta, por sua vez, gera pobreza e miséria capazes de violar a plenitude dos direitos humanos. 

No campo do direito autoral a reflexão possui peculiaridades, é necessariamente diferente da que é feita no campo do direito da patentes e invenções industriais, mas o marco ideológico patrimonial é o mesmo, tendente a não permitir qualquer objeção de ordem social à lógica prevalecente da privatização sem limites. 

Esse debate está sendo feito hoje dentro da Academia, no Brasil? 

Na academia, como retrato da sociedade brasileira, vivemos processos de disputa permanente pelo modelo de sociedade que se deseja construir, entre os quais está também a releitura do recente processo histórico de definição dos marcos de propriedade intelectual e a possibilidade de rever nossos compromissos na área de PI e da cultura como um direito humano. 

Assim como em outras áreas do direito, atualmente há maior percepção de que na década de 90 – período de maior incidência neoliberal nas políticas públicas do país – houve demasiada e indevida concessão da dimensão pública e social aos marcos jurídicos de interesse ligados ao comércio internacional e, especialmente, aos grandes temas como investimentos, serviços e propriedade intelectual. A sociedade brasileira amadurece ao perceber que o passado autoritário não foi apenas o período autoritário militar, mas também o autoritarismo dos mercados em sintonia com governos subservientes. 

Os centros de direito são, normalmente, mais conservadores nas críticas aos marcos legais hegemônicos na área de PI, mas há iniciativas importantes que estão trabalhando o tema da democratização cultural como linha prioritária de investigação e de realização de direitos fundamentais. 

Nesse sentido, recentes iniciativas governamentais de políticas públicas são animadoras, como as formuladas pelo Sistema Nacional de Cultura e também propostas como a PEC 150 que propõe o Vale Cultura, que visa fornecer renda aos trabalhadores para o consumo cultural.

Fonte: Carta Maior

Publicado em: http://www.vermelho.org.br/rr/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=201618

Um total 89 países assinam polêmico tratado sobre telecomunicações

DUBAI, 14 dez 2012 (AFP) – O novo tratado das Nações Unidas sobre o regulamento das telecomunicações foi assinado nesta sexta-feira por 89 Estados-membros da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em um contexto de objeção em relação à internet por parte de vários países, entre os quais Estados Unidos.

“Agradeço aos 89 Estados que assinaram o tratado”, declarou Mohamed Al-Ghanim, presidente da Conferência Mundial sobre as Telecomunicações Internacionais (UIT), que terminou seus trabalhos nesta sexta-feira, em Dubai.

No total, 55 países não assinaram o documento, acrescentou.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que não assinariam o acordo de telecomunicações global porque o texto abriria as portas a uma regulamentação maior da rede por parte dos governos, explicou o chefe da delegação americana.

“Os Estados Unidos anunciaram hoje que não podem assinar (a regulamentação do tratado) em sua forma atual”, afirmou Terry Kramer, chefe da delegação americana na Conferência da UIT.

“Os Estados Unidos sempre acreditaram de forma consistente e contínua pensando que (o tratado da ONU) não deveria se estender à governança da internet ou seu conteúdo”, acrescentou Kramer.

Mas o secretário-geral da UIT respondeu que o novo tratado não se referia à internet e não atentava contra as liberdades.

“Esta conferência não tem nenhum impacto sobre a internet”, destacou Hamadoun Touré, afirmando que o direito à liberdade de expressão foi confirmado no preâmbulo do tratado: “Temos um artigo especial consagrado à defesa dos direitos humanos”, enfatizou.

“Os Estados-membros reafirmaram seu compromisso de colocar em ação o presente regulamento de uma maneira que respeita e confirma suas obrigações em termos de direitos”, afirma o documento.

Fonte: http://entretenimento.uol.com.br/noticias/afp/2012/12/14/um-total-89-paises-assinam-polemico-tratado-sobre-telecomunicacoes.htm

A internet ameaçada

A liberdade na internet está em risco. Na Conferência Mundial de Telecomunicações, que acontece até sexta-feira…

A liberdade na internet está em risco. Na Conferência Mundial de Telecomunicações, que acontece até sexta-feira em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, são discutidas propostas para ampliar os poderes dos governos sobre a rede mundial. A própria União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da Organização das Nações Unidas que promove o encontro, quer tomar para si a responsabilidade sobre a internet. O objetivo da reunião, com representantes de 193 países, é atualizar a Regulamentação Internacional de Telecomunicações, de 1988.
Na semana passada, o blog Boing Boing divulgou um documento da UIT com recomendações sobre “deep packet inspection”, inspeção profunda de pacotes, uma tecnologia que permite a provedores de acesso e operadoras de telecomunicações monitorar o conteúdo das mensagens que trafegam pela internet. A Rússia e alguns países do Oriente Médio propõem, na reunião que está em curso, que essas recomendações se tornem obrigatórias.
A UIT tem sido acusada de tomar decisões a portas fechadas. As recomendações sobre “deep packet inspection” não foram publicadas pela UIT e, sem o vazamento do relatório, somente seus integrantes teriam acesso a ele. Uma das principais críticas ao documento é que a UIT trata o monitoramento da internet como uma questão estritamente técnica, sem levar em conta o impacto sobre o direito à privacidade e às liberdades individuais.
A tecnologia de inspeção de pacotes torna possível, por exemplo, que governos tenham acesso ao conteúdo de mensagens de correio eletrônico e de conversas em serviços como o Skype. Ou que operadoras identifiquem que tipo de vídeo, áudio ou software as pessoas estão baixando em sistemas de troca de arquivos, como o BitTorrent.
O monitoramento da internet é essencial para outra proposta discutida em Dubai: a cobrança de uma taxa de empresas que geram muito tráfego na rede, como Google e Netflix. Os Estados Unidos e a União Europeia são contra essas mudanças, mas a Associação Europeia de Operadoras de Telecomunicações (Etno, na sigla em inglês) defende a criação da chamada “taxa Google”. As operadoras têm enfrentado dificuldade de investir o necessário para fazer frente ao crescimento exponencial do tráfego de internet, principalmente de vídeo.
Antes do início da reunião de Dubai, o Google lançou uma campanha internacional, chamada Take Action, em que critica o encontro: “A União Internacional de Telecomunicações está reunindo reguladores de todo o mundo para renegociar um tratado que existe há décadas.
Algumas propostas poderiam permitir que governos censurem formas legítimas de expressão – ou mesmo autorizá-los a cortar o acesso à internet. Outras propostas exigiriam que serviços como YouTube, Facebook e Skype pagassem novas taxas para atingir pessoas através de fronteiras. Isso poderia limitar o acesso à informação – particularmente em mercados emergentes.
É claro que o Google não é parte desinteressada nesse debate. A criação de um pedágio para serviços de internet nas fronteiras internacionais pesaria no seu próprio bolso. Mas a instituição da “taxa Google” criaria um precedente perigoso na quebra do conceito de “neutralidade de rede”, que determina que os conteúdos que trafegam na internet têm de ser tratados de forma não discriminatória.
Se os grandes geradores de tráfego se recusassem a pagar o pedágio, poderiam ter até seus serviços bloqueados, o que acabaria com o tratamento isonômico. Se concordassem em pagar o pedágio, teriam garantia de qualidade de serviço, o que poderia prejudicar o surgimento de concorrentes sem musculatura econômica para fazer frente às empresas consolidadas de internet.
A neutralidade de rede é o ponto mais polêmico do Marco Civil da Internet, em discussão aqui no Brasil. Na semana passada, foi adiada, mais uma vez, a votação na Câmara do projeto, que define direitos e deveres dos cidadãos na rede. As operadoras brasileiras de telecomunicações não concordam com uma definição de neutralidade irrestrita, insistem que a rede precisa ser gerenciada e esperam que a reunião de Dubai, de alguma forma, venha validar sua posição.
ESTADÃO

Google lança campanha mundial em apoio à Internet livre e aberta

Thiago BarrosPara o TechTudo


Uma Internet livre e aberta. Este é o desejo de muitos internautas e também de uma das maiores companhias do ramo da web, o Google. A empresa de Mountain View lançou, no seu blog oficial, uma campanha para manter a grande rede desta forma.
Mapa mostra reclamações de usuários contra censura na web (Foto: Divulgação)Mapa mostra reclamações de usuários contra
censura na web (Foto: Reprodução/Freeandopen)
O post, assinado pelo vice-presidente Vint Cerf, é entitulado “Keep the Internet free and open”, ou seja, “Mantenha a Internet livre e aberta” e traz um desabafo do executivo em que ele pede que autoridades de todo o mundo não tentem censurar a liberdade que os internautas têm de se expressar na web.
“Um encontro de governantes de todo o mundo acontece em Dubai e a regulamentação da Internet está na pauta. A União Internacional de Telecomunicações está promovendo uma conferência entre os dias 3 e 14 de dezembro para revisar as leis e os governantes podem votar. Algumas propostas podem permitir que se justifique a censura da liberdade de expressão e até cortem o acesso à Internet em seus países”, diz a nota.   
A publicação tem ainda um mapa que demonstra em quais países houve algum tipo de manifestação à favor da Internet livre e sugere que os internautas que abraçam a causa acessem um abaixo assinado para demonstrar sua opinião. “Por favor, faça sua voz ser ouvida e espalhe a mensagem”, encerra Cerf.