O PERCURSO NA CURADORIA DE CONTEÚDOS: UM PASSEIO ATRAVÉS DOS DADOS DE 2006 ATÉ 2016

Curadoria de informação.
Binóculo Cultural espalhando notícias por aí!

 

 

Ana Paula Sena de Almeida (Profissional de Informação e Curadoria de Conteúdo – APSA Projetos! www.apsacultura.com.branapaulasena@apsaprojetos.com.)

*Leia este artigo na íntegra.

Resumo: Este artigo trata da experiência pessoal e profissional em pesquisa de curadoria de conteúdo, realizada fora das limitações do meio acadêmico e também sem as interferências dela. É um relato científico de uma atividade realizada diariamente em benéfico do trabalho de produtores culturais e gestores de cultura com o intuito de levar informação selecionada e analisada do ponto de vista da curadora.

Palavras-chave: curadoria de conteúdo, gestão cultural, informação estratégica, conhecimento tácito, insights.

Aqui vai um texto sobre a curadoria de conteúdos escrito para não acadêmicos, mas que também pode servir para os impulsos acadêmicos obsessivos por publicar para pontuar rápido e continuar na academia dando aulas e parecendo mais importante do que os que estão de fora.

Comecei a fazer curadoria de conteúdo em 2006, na época, não dispúnhamos de muitos recursos e plataformas para fazer este tipo de atividade. Comecei fazendo isto no meu bom e velho E-mail do Yahoo.com, na ocasião, eu copiava links de fontes, títulos e resumos sobre as notícias e então salvava tudo em pastas por assunto. Em dois anos tinha bastante conteúdo armazenado para fazer algumas observações contundentes sobre o setor cultural no Brasil. Já era possível apontar algumas fontes, grau de relevância de conteúdos, bem como escapar das armadilhas de conteúdos “manipuladores”, “marqueteiros”, “ideológicos” e “politicamente polarizados”.

Em 2006, chamavam esta atividade de monitoria de informação devido aos meus estudos para o trabalho de conclusão de curso, na especialização em Gestão Estratégica da Informação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo foi concluído em 2008  e um artigo foi apresentado no ENECULT deste mesmo ano. O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ficou com o título de “Gestão Estratégica da Informação para Projetos Culturais”. Após a especialização, continuei colecionando conteúdos de notícias/artigos/publicações sobre o assunto. Não percebi naquela época, mas este ato de colecionar e atribuir significados havia se tornado um vício delicioso. Tornava meu olhar mais atento às diversas questões não apenas àquelas que envolviam o setor cultural brasileiro, mas a outros tópicos e assuntos que foram aparecendo ao longo das “escavações” na rede eletrônica.

Após quatro anos, já em 2010! Nessa fase, foram usadas ferramentas mais interativas e uma delas era o blog. Através do blog era possível replicar o conteúdo de forma mais precisa e fazer a alegria de empreendedores culturais que procuravam conteúdo garimpado na internet e, de preferência, conteúdo pré-selecionado, apurado, gratuito e que apresentasse pistas para novos negócios ou projetos.

As ações de curadoria tornaram-se mais constantes em 2011, período em que a empresa APSA Projetos já estava formalizada no mercado e em que novos projetos foram surgindo junto com as atividades de curadoria de conteúdo.

Inicialmente foram usados arquivos em PDF com o link para as notícias que poderiam estar hospedas no site da APSA Projetos ou no próprio blog do Binóculo Cultural. Aparentemente foi uma ferramenta paliativa, no entanto, serviu para apurar o que de fato seria necessário para o trabalho de curadoria bem como desenvolver melhor a competência de “escavação” e “garimpo de conteúdos”.

Pesquisando um pouco mais, alguns artigos foram estudados e novas ferramentas foram encontradas. Duas delas, muito importantes e agradáveis ao trabalho do curador de conteúdo, PAPER.LI e SCOOP.IT.  Em 2014, os boletins foram confeccionados a partir do Paper.li e depois somente a partir do Scoop.it. Adiante serão apresentados os motivos da escolha.

O Paper.li foi uma experiência de curadoria agradável, no entanto, apresentou poucas alternativas quanto à segurança dos conteúdos selecionados e a flexibilidade de navegar através das coleções também foi tornando o serviço mais difícil na recuperação de algumas informações já disseminadas.

O trabalho de curadoria através do Scoop.it mostrou-se uma ferramenta bastante eficaz com a possibilidade trabalhar com coleções públicas ou privadas. Tendo em vista negócios de curadoria feitos por profissionais que gostam do assunto e de assuntos. As coleções podem ser modeladas em forma de boletins e podem ser enviadas por meio de aplicativos de marketing digital. A facilidade de modelagem dos formatos e a possibilidade de personalização das coleções, bem como a colaboração com pares, é uma das vantagens do Scoop.it.

Estes trabalhos foram realizados gratuitamente durante todo o período de 2006 até 2012. Em 2013, observando o cenário e o mercado foi possível elaborar um outro processo de trabalho que possibilitasse a entrada de recursos mas sem fechar totalmente o acesso às informações. Exatamente por isso, o retorno foi pífio. Mesmo assim, a proposta de trabalhar com acesso livre contando com a sensibilidade dos usuários do serviço é uma prática de colaboração e creio que faz parte das novas práticas para a economia cognitiva, conforme citação de Lévy (1996):

Com as instituições e as “regras do jogo”, passamos das dimensões coletivas da inteligência individual à inteligência do coletivo enquanto tal. É possível, com efeito, considerar os grupos humanos como “meios” ecológicos ou econômicos nos quais espécies de representações ou ideias aparecem e morrem, se propagam ou regridem, competem entre si ou vivem em simbiose, conservam-se ou transformam-se. (Economias Cognitivas).

A publicidade nunca deu retorno financeiro. Mas aprendi o suficiente para afirmar categoricamente que a curadoria de conteúdos movida por ideias, por pessoas que cortam, colam e comentam, trata-se de um trabalho árduo. Evidentemente realizado com prazer porque um curador geralmente coleciona conteúdos dos quais gosta ou que o interessam por algum motivo.

Os blogs ampliaram o poder de alcance da curadoria de conteúdos e depois de percorrer vários países apenas observando os meus relatórios do Google Analytics (Estatísticas de navegação e acesso aos serviços de curadoria), percebi mesmo, que não é privilégio ser internacional, seja qual for o seu assunto de interesse na curadoria de conteúdos ir constituindo um legado de conhecimentos e capacidade de interpretação de cenários é a maior conquista de um curador (insights).

Portanto, o mais interessante é o que acontece com os seus potenciais cognitivos e com suas potencialidades na organização de fatos e insights. É um jogo de associações gigantesco e que se desenvolve de forma matemática, semântica e orgânica. E este jogo vai se desenrolando de acordo com seu apetite de curador de conteúdos.

O curador de conteúdos não precisa ser um robô, um algoritmo, isso alguns pesquisadores já afirmaram e comprovaram que a curadoria de conteúdo movida pelo “toque humano” é um elemento que equilibra e melhora os resultados dos motores de busca, além de interferir nas questões onde os significados podem ficar um pouco confusos para a máquina.

Resta entender o “negócio” curadoria de conteúdo, até onde ele poderá nos levar? Resta saber se esta proporção que beneficia a rede, o curador, a publicidade eletrônica, a audiência das fontes e os meios de comunicação, se poderá transformar-se em riqueza compartilhada (Sharing Economy), gerar empregos informais e rentáveis, fontes de renda mais adaptadas aos sistemas dinâmicos da Economia da Informação e dar forma à possível Sociedade do Conhecimento.

Resta saber se esta forma de nos relacionarmos com os conteúdos poderá ser no futuro próximo, uma fonte de riquezas que promova sustentabilidade de negócios tão individuais (ou não!) tal como são os blogs/plataformas de conteúdo/redes sociais.

A dinâmica do “eu empurro” um conteúdo para frente através da rede social; e, imediatamente, a rede dissemina para os meus contatos, os meus seguidores e até meus concorrentes (que geralmente são os primeiros a copiar, colar e mudar o selo para garantir sua própria audiência); tudo isto é uma grande e multidimensional cadeia de disseminadores/multiplicadores de conteúdo – autônomos – “escavando” e “empurrando” conteúdos e fazendo isto de maneira orgânica na maior parte das vezes.

Então temos uma atividade econômica com incrível potencial de riquezas (tangíveis e intangíveis). E os marqueteiros já se aproveitam disso bastante!

Portanto, nesta lógica sem paredes da rede sem barreiras; não há ingenuidade! De fato, quanto mais livres os acessos, mais riquezas são geradas devido ao compartilhamento do que está livremente disponível.

Eis o dilema! Alguns poucos não desejam compartilhar nada, apenas pressionam para a rede gerar, capturar ou abduzir recursos para si próprios. Estão repetindo uma fórmula antiga da ganância do velho capitalismo que, aliás, está com seus dias contados!

Leia mais sobre as minhas experiências diárias em curadoria de conteúdo e gestão cultural no blog – https://apsaprojetos.wordpress.com/

Agradecimentos aos que colaboram sem tirar pedaços dos que doam! 😉
REFERÊNCIAS

HARCOURT, Wendey. The future of capitalism: a consideration of alternatives. Cambridge Journal of Economics, 2014, 38, 1307-1328. Oxford Journals.

CORRÊA, Elizabeth Nicolau Saad [Org.]. Curadoria digital e o campo da comunicação. Ebook. – São Paulo:ECA/USP. 2012. 79p.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria; tradução Carlos Alberto Medeiros. – Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. São Paulo:Novatec Editora, 2010.

MORACE, Francesco. O que é o futuro; tradução Simone Bueno Silva. – São Paulo:Estação das Letras e Cores, 2013.

PAIM, Ísis (Org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola de Ciência da Infomação/UFMG. 2003.

LÉVY. Pierre. O que é virtual?; tradução de Paulo Neves. – São Paulo: Ed. 34, 1996. (Coleção TRANS).

Pois é, e a rua, hein???

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(Sempre tem um idiota do desgoverninho no Whatsapp tentando roubar seus atos e pensamentos! Fuja deles!)

Brasil foi arrastado para a rua da amargura histérica teleguiada pela rede anti-social.
Uma turminha responsável por tirar a popularidade da Presidenta Marionete.

Pobres brasileiros… tenho perguntas a fazer:

1) Por quê ninguém foi para a rua até agora?
2) Por quê o PT virou outra sigla, Partido que se traiu?
3) Por quê colocaram um bando de idiotas que não entendem nada de cultura para cuidar a comunicação da rede??? E estes idiotas se meteram como loucos na vida dos empreendedores culturais tentando tomar tudo! É, a grana está curta! Chamem o Juca!

As consequências são honestíssimas! Graças a Deus! 😉

O governo brasileiro deveria assumir que está falido e esquecer este papo “Mojica Fascista”. Aviso: não estou de bobeira no Facebook!

Ei mídia, fala pra mim!

Eu vivo correndo o dia inteiro porque fazer cultura, ser pesquisadora e gostar de estudar no Brasil não dá dinheiro, mas dá muito trabalho, entre um projeto e outro, fico louca pra ler tudo que está rolando na rede, um dos meus objetos de estudos. 

Enfim, já existem várias formas de ler sem cansar os meus olhos. 

Tenho algumas dicas:

O jornal Folha de S. Paulo online tem um aplicativo que lê a matéria enquanto você faz outras coisas, é muito bom! Observe no topo de cada matéria e curta o “ouvir o texto”!


Ah, e tem o Google Tradutor, ma-ra-vi-lho-so! Tá bom que as traduções não são uma perfeição, mas pode dizer sinceramente, é mão na roda! Ajuda muito! Tenho certeza que os acadêmicos de hoje não viveriam mais sem um Google Tradutor! 




No tablet as buscas do Google também falam com a gente é fofo!

Então, utilize!
Ainda tem o Adobe Reader, muita gente não sabe, mas ele tem uma funcionalidade de leitura em voz alta. Experimentei algumas vezes, mas ainda acho as pausas e a frequência de velocidade ruim. Enfim, também é uma ótima forma de ler artigos enquanto você descansa os olhos.

É isso, fica a dica!

{isto é um comentário mas não deixa de ser uma publicidade, curta com moderação}

SNIIC possibilitará análise da cultura brasileira em amplitude e profundidade (só depende da ampla participação dos gestores)

Da redação do BINÓCULO CULTURAL – Ana Paula Sena

O encontro de gestores culturais para apresentação da plataforma SNIIC (Sistema Nacional de informações e indicadores culturais) que aconteceu ontem, dia 06 de junho, na FUNARTE MG, apresentou uma ferramenta robusta e preparada com cuidado especial por parte do Ministério da Cultura. Após aproximadamente 10 anos de estudos no desenvolvimento do SNIIC e investimentos da ordem dos 2 milhões de reais, a plataforma foi desenvolvida para atender diversas necessidades informacionais na gestão dos recursos destinados à cultura, inclusive, no que está relacionado às desigualdades observadas em todo território brasileiro.

Importante ressaltar que todo este trabalho será efetivo a partir do envolvimento dos gestores e profissionais da cultura na inserção de informações atualizadas. Esta inclusive é uma das orientações, que os usuários do SNIIC devem manter suas informações atualizadas na plataforma de maneira que possam ser vistos por outros profissionais do setor e até contemplados em editais de incentivo a cultura. E, atentem para o seguinte fato, possivelmente esta plataforma será extremamente útil para corrigir equívocos da distribuição de recursos municipais, estaduais e federais.

Para acessar o SNIIC, o usuário deve utilizar o mesmo ID do Salic (Salicweb – Sistema de propostas culturais do Ministério da Cultura) – o que é uma inteligente decisão por parte dos desenvolvedores da plataforma SNIIC, reduzindo a complexidade e diminuindo a duplicidade de dados para acesso aos sistemas. Além disso, o SNIIC funcionará também como uma rede social da gestão de cultura no país, sendo uma maneira de mapear e conhecer espaços geográficos de atuação dos profissionais.

O SNIIC apresenta os seguintes pressupostos: livre participação do cidadão; formato típico de redes sociais; gerenciamento ID única; gerenciamento de reputação; dados abertos; aplicações e serviços com base em APIs; informações geoferenciadas; flexibilidade para interfaces de captação de dados; views diferenciados para públicos distintos (gestores públicos , privados, sociedade em geral); escalabilidade para registro, indexação, guarda e disponibilização de acervos digitais; manutenção flexível das tabelas interfaces.

E mais, objetiva atender a seguinte abrangência: cultura brasileira no Brasil e no mundo; todos os trabalhadores da cultura; equipamentos culturais públicos e privados; gestores culturais públicos e privados; monitoramento do Plano Nacional; monitoramento dos planos estaduais, municipais e setoriais; investimentos públicos e privados em cultura; formação profissional e acadêmica para as áreas da cultura; agendas culturais; controle social; cartografia da diversidade e mapa da cultura; legislação cultural; cadeias produtivas da cultura; registro unificado de obras intelectuais; iniciativas da sociedade.

Acrescente-se a este evento que o próprio Salic está sendo renovado com a ampliação de seus potenciais de gestão, e ainda, o Ministério da Cultura vem fazendo uma importante interlocução com patrocinadores extremamente significativos do setor cultural. Uma forma mais eficiente de gerenciar recursos, projetos e agregar patrocinadores.

Está na hora dos gestores culturais olharem suas informações com o mesmo tratamento especial que foi dado no desenvolvimento do SNIIC e, a partir disso, inscrever-se na plataforma sabendo que seu papel será essencial na construção da massa de informações que nos dirão para onde caminhar e como melhorar a cultura e a gestão da cultura no Brasil.

Sugiro que você faça o quanto antes sua inscrição no SNIIC e observe progressivamente como este sistema poderá nos revelar não apenas onde estão sendo realizados os projetos, mas quais são os atores que se organizam em torno deles. O acesso ao SNIIC é através do endereço eletrônico: http://sniic.cultura.gov.br/index.php.
Parabéns ao MinC, pelo Salic e pelo SNIIC!

Cultura Digital

MinC irá promover a digitalização de acervos culturais e históricos no Brasil
Durante a abertura do ‘Seminário Internacional sobre Sistemas de Informação e Acervos Digitais de Cultura’  que está sendo realizado em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de março, Américo Córdula, Diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC), anunciou o lançamento do Programa de Apoio à Digitalização de Acervos Culturais e Históricos no Brasil, que será feito pelo Ministério da Cultura (MinC). Américo representou a ministra Marta Suplicy no evento.
O Programa selecionará, por meio de editais, 20 instituições culturais brasileiras públicas ou privadas que sejam guardiãs de acervos de valor histórico e/ou cultural e que desejam digitalizar parte de sua coleção para publicação em repositório digital, aberto ao acesso pela internet. Também fornecerá kits contendo equipamentos (scanner, câmera, computadores e outros) e aplicativos (sotwares), além de selecionar pessoas da equipe para capacitação e treinamento.
Os investimentos serão na ordem de R$ 600 mil  e a previsão para o lançamento dos editais é até abril de 2013. O seminário está sendo realizado no auditório István Jancsó da Biblioteca Mindlin-USP (Brasiliana-USP), localizado na Rua da Praça do Relógio, nº 109, Cidade Universitária, na capital paulista.
Primeiro dia do Seminário
Cerca de 150 inscritos participaram do seminário, que teve início nesta segunda-feira (11), e tem por objetivo uma ampla troca de experiências e o apoio mútuo para potencializar a ampliação da construção de acervos digitais e seu acesso pela população. Estas experiências vão desde a padronização de linguagens a métodos e critérios de indexações dos conteúdos digitalizados, a aspectos que garantam a interoperabilidade entre todas as instituições que trabalham com digitalização.
Américo Córdula disse que o encontro visa a institucionalização de uma politica de acervos digitais e sistemas de informação, “Para isso precisamos criar padrões e processos que precisam ser apropriados por instituições governamentais, acadêmicas e outras”, afirmou.
Neste primeiro dia do encontro houve apresentações do que tem sido feito por secretarias e instituições vinculadas do MinC, pelo Arquivo Digital do Governo Federal e pela Biblioteca Brasiliana/USP (parceira na organização do seminário). Estiveram presentes, pelo ministério, representantes da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC), Fundação Nacional de Arte (Funarte/MinC), do Arquivo Nacional, o coordenador-geral do sistema de monitoramento de informações, Evaristo Nunes, e o coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo. As mesas de apresentações foram mediadas por Américo Córdula.
As parcerias do MinC  com o BNDES, para a construção de um Centro de Processamento de Dados, que irá fazer a manutenção dos acervos,  e com a Fundação Niemeye, que disponibilizou conteúdo com licença livre para digitalização e acesso, foram citadas no encontro.
No segundo dia do seminário (12/03) haverá a apresentação dos resultados do Programa de CooperaçãoDiálogos Setoriais UE-Brasil. No terceiro e último dia haverá debates e o esforço para unir todas iniciativas de forma a garantir e a ampliar a digitalização dos acervos e o acesso à Cultura.
Quem desejar acompanhar o seminário pela internet veja-o aqui
(Texto: Thiago Esperandio, Ascom/MinC)
(Fotos: Luiz Carlos Murauskas)
Fonte: MinC

Obras do Ministério do Turismo terão acompanhamento da sociedade

Stênio Ribeiro – Agência Brasil07.03.2013 – 20h08 | Atualizado em 07.03.2013 – 22h54

O site para consulta é http://repasse.turismo.gov.br/

O site para consulta é http://repasse.turismo.gov.br/ (Divulgação)

Brasília – Começou a funcionar hoje (7), na página do Ministério do Turismo na internet, umlink por meio do qual qualquer pessoa fiscalizar o repasse de recursos públicos e acompanhar o estágio das obras de infraestrutura turística em andamento no país. Basta acessar o Sistema de Acompanhamento dos Contratos de Repasse (Siacor) que permite total transparência na gestão de recursos do MTur, segundo o ministro Gastão Vieira.
O ministro disse à Agência Brasil que o ministério administra atualmente repasses de R$ 7,4 bilhões, executados pela Caixa Econômica Federal, relativos a 18.289 obras distribuídas por 4.430 municípios, incluindo obras em andamento, suspensas, canceladas e até mesmo concluídas. “Era necessário, portanto, um sistema de acompanhamento que nos permitisse monitorar tudo a qualquer momento, com total transparência”, ressaltou.
Para suprir essa carência, servidores do próprio ministério desenvolveram o Siacor, que funciona desde o início do ano passado no controle interno dos repasses, mas foi aperfeiçoado para permitir também o acesso externo por meio do endereço eletrônico. O cidadão pode monitorar quanto foi liberado, quanto a empresa contratada recebeu, o estágio da obra e a prestação de contas quando houver.
O ministro destacou que ferramentas de gestão como o Siacor “são fundamentais para termos uma visão ampla das ações desenvolvidas, evitar ou corrigir distorções. Além disso, segundo Gastão Vieira, a abertura do sistema ao público representa “um chamamento à sociedade para nos ajudar, por meio do controle social, a otimizar nossos investimentos”. Para o ministro do Turismo, investimento foi tão bem-sucedido que outras pastas manifestaram interesse em usar o Siacor, começando pelos ministérios da Cultura, do Esporte e do Trabalho e Emprego, acrescentou.
Edição: Aécio Amado

Seminário Internacional em São Paulo

O evento vai girar em torno dos sistemas de informação e acervos digitais de Cultura
A Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do Ministério da Cultura realizará entre os dias 11 e 13 de março, em São Paulo, o Seminário Internacional Sistemas de Informação e Acervos Digitais de Cultura. O encontro reunirá gestores públicos e privados, pesquisadores e comunidade acadêmica interessados em sistemas de informações culturais com interfaces colaborativas e arranjos de integração para acervos digitais de bibliotecas, arquivos e museus.
O objetivo do evento é  fomentar o debate técnico qualificado no tema com o intuito de impulsionar a reflexão em torno da formulação de uma política nacional para acervos digitais.
Outro objetivo do encontro é o de apresentar os resultados da parceria entre o Ministério da Cultura (MinC)  e a União Europeia, concretizada por meio do Programa de Cooperação ‘Diálogos Setoriais UE-Brasi’l, que envolveu a realização de missões técnicas a instituições europeias que trabalham com sistemas de informação ou são mantenedoras de acervos culturais e de patrimônio.
O seminário será realizado no auditório István Jancsó da Biblioteca Mindlin-USP (Brasiliana-USP), localizado na Rua da Praça do Relógio, nº 109, Cidade Universitária, na capital paulista.
A programação vai ilustrar as três dimensões envolvidas neste desafio: a dimensão técnica; a dimensão da articulação política; e a dimensão dos arranjos institucionais necessários para prover sustentabilidade aos projetos que envolvem conteúdos digitais mantidos em instituições públicas de cultura.
Os Diálogos Setoriais são uma nova dinâmica de cooperação entre a União Europeia (UE) e os países emergentes, dentre eles o Brasil. O projeto “Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil” foi lançado em 2008 e é coordenado conjuntamente pela Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra).
O objetivo é aprofundar a parceria estratégica entre o Brasil e a UE por meio do apoio ao intercâmbio de conhecimentos técnicos sobre temas de interesse mútuo. Assim, a Secretaria de Políticas Culturais do MinC realizou missões com a intenção de conhecer padrões de metadados utilizados mundialmente para a formação e desenvolvimento da Política de Digitalização de Acervos.
Acervos Digitais  
De acordo com a SPC, no momento em que, no âmbito da realização do Plano Nacional de Cultura, implementou-se o SNIIC, Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, é oportuno explorar as possibilidades que plataformas digitais públicas podem oferecer para o acesso qualificado às informações culturais.
Ao abranger nesta reflexão a questão do acesso integrado aos acervos em processo de digitalização nas instituições que integram o Sistema MinC , foi criada a possibilidade de formulação de um plano nacional para acervos digitais.
Para a Secretaria de Políticas Culturais do MinC, o tema é importante para todos que se preocupam com a memória nacional (preservação), com o acesso à cultura em meio digital (democratização) e com a presença qualificada dos conteúdos do patrimônio cultural da língua portuguesa na rede mundial.
O seminário oferecerá reflexão conjunta sobre os novos elementos técnicos inseridos no campo e como tais elementos podem se tornar objeto de novas iniciativas de cooperação.
Mais informações:  culturadigital@cultura.gov.br ou pelo telefone (61) 2024-2230.
Acesse aqui o blog do seminário.
Entre  aqui  e faça a sua inscrição.
(Texto: SPC/MinC)

Fonte: MinC