Primeiras notas sobre Biotecnologia e Psiquismo: quem é você e quem sou eu?

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Caso algum dia tenhamos uma versão virtual de nossas almas, será crucial a compreensão do que nos define, do que representa nossa individualidade e o que nos conecta em prol do trabalho coletivo para a sobrevivência, não mais da espécie, mas para a permanência do espírito que a rege. Para visitar outros mundos, sobreviver em Marte e talvez fazer viagens através do espaço, seremos capazes de abrir mão desses corpos de carne sustentados por ossos afim de aderir a corpos menos densos, feitos basicamente de dados?

Ao chegar às primeiras conclusões sobre as forças do intelecto, no De emen­datione,1 Espinosa escreve que, “para nada omitir do que pode conduzir” ao co­nhecimento delas, é preciso ensinar “um pouco sobre a memória e o esquecimen­to”, explicando que a primeira pode ser reforçada “com o socorro do intelecto e também sem o socorro do intelecto”. No primeiro caso, o auxílio é trazido pela própria inteligibilidade da coisa — res magis est intelligibilis —, enquanto no segun­do, o amparo vem da imaginação, conforme a força com a qual esta é afetada por alguma coisa singular corporal — ab aliqua re singulari corporea. Imediatamente, Espinosa esclarece: “Digo singular: a imaginação é, com efeito, afetada somente pelas coisas singulares […]. Digo também corporais: porque a imaginação é afe­tada apenas pelos corpos”.2 (CHAUÍ, Marilena. A nervura do real: imanência e liberdade em Espinosa, vo­lume II. /A essência particular afirmativa. 2016. p.16-17)

E o que vem a ser este psiquismo que nos diferencia mas também nos aproxima possibilitando conexões com o todo?

A imagem que acabamos de traçar da inteligência viva ou do psiquismo é, identicamente, a do virtual. Por natureza, e embora esteja sempre conectado a seu corpo, o sujeito afetivo se desdobra para fora do espaço físico. Desterritorializado, desterritorializante, ele existe, isto é, cresce de fato para além do “aí”. O psiquismo, por construção, transforma o exterior em interior (o lado de dentro é uma dobra do lado de fora) e vice-versa, uma vez que o mundo percebido sempre mergulhado no elemento do afeto. (LÉVY, Pierre. O que é virtual? 1996. p.108)

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Assista ao trailer do filme.

“O que nos define não são nossas memórias mas sim nossas ações”

E o que define nossas ações? Em segundos nos quais decidimos ou fazemos escolhas por nossos atos, quais são os “arquivos “cognitivos ou afetivos que interferem em nossas ações?

A virtualidade não tem absolutamente nada a ver com aquilo que a televisão mostra sobre ela. Não se trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual compartilhamos uma realidade. (LÉVY, Pierre. O que é virtual? 1996. p.148)

Ao fim da IV Revolução Industrial, depois de todos os nossos erros e acertos para desenvolver o “Data-Humanoide”, talvez cheguemos à conclusão que nosso primeiro modelo – feito de carne, osso, alma e espírito – fosse um magnífico modelo desenvolvido pela ciência divina. Será que a verdade está lá fora???

Melhor não jogar a criança fora junto com a água do banho. 😉

4klan 

Referências:

A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell: Baseada na internacionalmente aclamada ficção científica “Ghost In The Shell” é a história de Major, uma máquina de combate, ciborgue-humana-híbrido, única de sua espécie, que líder a unidade de inteligência de elite: Sessão 9. Dedicados a capturar os criminosos mais perigosos e extremistas, a Sessão 9 é confrontada com um inimigo que tem como único objetivo acabar com os avanços tecnológicos da Hanka Robotic. – Paramount Pictures Brasil/ Fonte: Canal Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=–DYzP4RjEA

CHAUÍ, Marilena. A nervura do real: imanência e liberdade em Espinosa, vo­lume II: Liberdade / Marilena Chaui. – 1a ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

LÉVY, Pierre. O que é virtual? /Pierre Lévy; tradução de Paulo Neves. – São Paulo: Ed. 34, 1996.

MORACE, Francesco. 1959 – O que é Futuro?/ Francesco Morace; trad. Simone Bueno da Silva. – São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2013.

MORIN, Edgar, 1921 – Rumo ao abismo?: ensaio sobre o destino da humanidade/Edgar Morin; tradução Edgar de Assis Carvalho, Maria Perassi Bosco. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.

TARGA, D.C. Leibniz, o individual e suas fissuras. Florianópolis, 2009. 140 p. Dissertação (Mestrado em filosofia) – [Leibniz, the individual e his clefts]. Departamento de Filosofia, Centro de filosofia e ciências humanas, Universidade Federal de Santa Catarina.

 

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O FRUTO DA SABEDORIA

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Passará por provas e expiações. Enfrentará a cova de Leões e deverá sair de todas estas provas como um “profeta na presença do espírito santo”. Caso seja um pesquisador, deverá sobreviver aos assédios dos oponentes e continuar confirmando frente sua realidade os fatos científicos que conseguir registrar. Eis o desafio!

Depois da árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal, o que uma consciência pode esperar senão as provas sobre sua própria capacidade de resistir e sobreviver por meio de sua própria confiança?

Coma da “maçã persa”, pegue um tapete mágico e desperte, e expanda como Inanna ao receber os ME´s de Enki; e torne-se mais que um simples ser humano nas marés da ignorância, erice Kundalini. Mas cuidado, ao abrir os olhos poderá ver e será visto. Não tropeçará na serpente, não profanará o conhecimento do bem já que o mal o testará até as últimas consequências! Tal qual Jesus em jejum por quarenta dias no deserto.

Aí, você vai parar de ler este texto e dizer, acho que nossa blogueira se transformou numa “cristã” convicta! Não se assuste meu caro leitor, há quem diga que Jesus é um Exu, portanto não espere que o cristianismo invada estas linhas escritas às pressas – pois sou jovem na viagem que o conhecimento me propôs e após inicia-la não posso mais impedi-la de ir adiante. Não importa e não vem ao caso. Mas creio, e creio sem ser uma “crente”, que as lições mais importantes sobre a vida que tentamos construir no futuro tecnológico com o qual sonhamos, já foram experimentadas. Alguns chamam de iniciação crística, outros de iluminação do espírito.

Cultive a pureza, a doçura e a imparcialidade. Ética e harmonia nos gestos e na linguagem. Para quem possui conhecimento (do bem e do mal!) ser menos é mais. Lição que todos aprendem e demoram um pouquinho para estalar os dedos dizendo, EUREKA!!!

Conforme citação da Bíblia sobre o verdadeiro conhecimento, que Tiago em epístola aos apóstolos chama de sabedoria:

“A sabedoria, porém, que vem lá de cima, primeiramente é na verdade casta, depois pacífica, moderada, dócil, susceptível de todo o bem, cheia de misericórdia e de bons frutos, não julga, não é dissimulada. Ora o fruto da justiça se semeia em paz, por aqueles que fazem obras de paz.” (Tiago 3, 17-18)

No entanto, não se iluda, fazer obras de paz provoca um desgaste imenso pois os bons combatentes precisam aprender a sobreviver à guerra diária e invisível que os provoca a guerrear sem se tornarem sanguinários, mas sempre justos tal qual o Arcanjo Miguel, único a empunhar uma espada em defesa da dignidade. O resto é puro amor, fogo que liberta se você abrir as portas da alma.

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O Estado insidioso

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Quando o Estado resolve tornar-se um saqueador de recursos, a primeira atitude dos gestores públicos sem ética é corromper a ordem e a harmonia dos processos judiciais. Quando um cidadão procura a justiça do trabalho com o intuito de buscar seus direitos, ele jamais imagina as estratégias sórdidas das quais o Estado é capaz de lançar mão para nunca pagar ações trabalhistas.

Desde corromper os sindicatos até demitir mulheres grávidas sem justa causa, até mesmo atitudes insidiosas de lançar mão da participação de outros órgãos que compõem a gestão pública. A ação pode começar na Vara Trabalhista e acabar em Varas de Família e Criminal porque desde o começo os processos foram corrompidos por ações de servidores públicos e gestores sem escrúpulos. O vício dos vícios é a tentativa constante de mudar fatos ou de criar situações que beneficiem os interesses de pessoas que usam insígnias de servidores do Estado.

Nunca imaginei que pudesse travar uma batalha tão destrutiva com o Estado desde que resolvi processar a empresa CEMIG TELECOM e CEMIG por assédio moral e racismo. Nunca em minha vida modesta e de trabalho e estudos, desde sempre, nunca pensei que o Estado fosse capaz de infiltrar pessoas tão sórdidas em meu cotidiano apenas para tirar proveito processual na tentativa de me transformar numa, digamos, “planta sem raciocínio”!

Quando o estado tem nas mão o poder de vazar suas contas de internet, usar suas fotos, invadir sua rede residencial, tirar proveito de seus projetos e empreendimentos pessoais nada pode impedi-lo senão os limites espirituais que, caso possam existir, buscam a transcendência, a compaixão e o respeito ao próximo. Princípios essenciais de qualquer grupo religioso.

Assim como Maria Madalena, a grande incentivadora e discípula do Cristo, foi transformada em nada menos que uma “prostituta”, vejo o Estado transformando vidas comuns em burros de carga destinados a carregar peso extra que servidores sem escrúpulos tomam em conta como proveitosos investimentos de longo e médio prazo.

O Estado vive o pior momento, o momento das trevas em que a Lua se põem alta no céu e nas ruas apenas cachorros em busca de restos de comida. O slogan do Estado é o trabalho no entanto baseado em ações sujas e juridicamente forjadas por pensamentos criminosos tomando como base o amparo das Leis deste país.

Um ambiente nauseado que cheira azedo a mofo e mijo, local onde o Estado pretende chamar de República Democrática, por hora, não passa de uma República Demoníaca que não permite a participação dos cidadãos, apenas os saqueia e extorque sem trabalhar por equilíbrio social.

Nestes casos o que podemos fazer para reverter ações tão obscuras? Somos tão pequenos quanto o Hobbit, somos tão insignificantes quanto as formigas, somos o povo, apenas.

O que podemos fazer? Só podemos fazer o que eles não querem, reestruturar todas as regras do jogo e refazer as normas com as quais as ditas instituições trabalham!  Nunca atenda a burrice burocrática de um sistema corrompido!

É fato vivido!

Reflexões sobre a Individualidade, conforme LEITURA II – Spinoza

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Ainda refletindo o olhar MACROCÓSMICO SOBRE A INDIVIDUALIDADE, conforme a citação:

Podemos evocar neste ponto a maneira como Gilles Deleuze diz que toma emprestado de Duns Scoto uma distinção elaborada na Idade Média, para tentar estudar uma forma de individuação da essência modal, individuação de ordem intensiva, que não exige pensar as essências das coisas singulares da mesma maneira que as coisas existentes, quer dizer, como partes exteriores umas das outras.

Não podemos distinguir as coisas existentes senão na medida em que suas essências são supostas distintas; da mesma maneira, toda distinção prévia. Por isso é provável que uma essência de modo correspondente não existe. Mas como? Voltemos a Duns Scoto: a brancura, diz ele, tem intensidade variáveis: elas não são acrescentadas à brancura como coisa a outra coisa, como uma figura se une a um muro sobre o qual é traçada; os graus de intensidade são determinações intrínsecas, modos intrínsecos da brancura, que permanece univocamente a mesma sob qualquer modalidade que seja considerada. (Deleuze. Spinoza et le problème de l´expression. Paris: De Minuit, 1973, p. 179)

A tonalidade do branco só é vista a partir da união dos pontos por polegada. Vários tons de branco poderão ser encontrados a partir de pontos de vista diferentes. A individualidade não interfere na totalidade do branco mas ela se faz necessária para compor diferentes resultados do todo.

Do infinito ao indivíduo, o ser da substância se exprime na potência singular como potência do múltiplo.

Há uma sincronicidade orgânica/eletromagnética, entre os corpos-substância e ela não se sobrepõe à individualidade mas a complementa, tornando-a potência conforme as combinações entre os corpos.

Tais corpos formam as partes componentes, abstratamente isoladas, dos indivíduos, apresentando propriedades comuns mínimas e, portanto, poucos traços distintos. Inversamente, pode-se adiantar que a única realidade concreta é o indivíduo, corpo composto de uma infinidade de corpos.

Atuando sobre os corpos as leis DO TEMPO, DO ESPAÇO E O ELETROMAGNETISMO. AINDA HÁ LEIS SOBRE ELES QUE DESCONHECEMOS, AS LEIS QUE SE REFEREM AO ATRITO ENTRE OS CORPOS INFORMACIONAIS. (MEMÓRIA, COMUNICAÇÃO, LINGUAGEM E ACOPLAMENTO DE CONSCIÊNCIAS) – Outra Referência: MATURANA – A ÁRVORE DO CONHECIMENTO (2001. 8ª. Ed. De 2010).

De fato, as relações mecânicas entre os modos da extensão provocam uma composição dos corpos. Há assim uma continuidade entre os corpos simples e os corpos compostos, mesmo se os corpos compostos podem distinguir-se uns dos outros segundo uma relação de proporção entre o movimento e o repouso, a velocidade ou a lentidão. Também quanto mais um corpo é composto, mais está em condições de distinguir-se, em numerosos aspectos, dos outros corpos. O próprio corpo humano é um corpo composto. A sua originalidade e sua riqueza respondem aos caracteres gerais dos corpos compostos, mesmo se o corpo humano é, como tal, particularmente complexo, tanto em matéria de composição como de integração, quer dizer, de síntese entre suas partes.

A sincronicidade entre os corpos não depende da fisicalidade deles, está além da velocidade que cada um dos corpos imprime no espaço. O que os conecta é a COMUNICAÇÃO entre eles. Há uma dança no espaço e eles não pisam os pés dos parceiros (risos).

Quando um certo número de corpos da mesma ou de diversas grandezas sofrem da parte dos outros corpos uma pressão a aplicar-se uns sobre os outros; ou, se eles se movem com o mesmo grau ou com graus diferentes de rapidez, de tal maneira que comunicam os seus movimentos entre si segundo uma relação constante, diremos que esses corpos estão unidos entre si e que, em conjunto, formam todos um corpo, isto é, um indivíduo que se distingue dos outros por essa união de corpos. (Ética, II prop. 13, definição após o axioma 2).

Aproximação e distanciamento eletromagnético. Frequência e vibração energética representam as pressões do ambiente, assim como a relação entre os corpos celestes em movimento no espaço.

Spinoza deduz duas leis complementares da formação do indivíduo. De um lado, a coação exterior (a “pressão do ambiente”), que impõe aos corpos uma certa relação;

SINCRONIA. TEMPO E ESPAÇO – ALÉM FISICALIDADE/” interioridade”. COMUNICAÇÃO CONSTANTE.

Mas esta invariância se diversifica numa série mais ou menos rica de relações constantes, que podem estabelecer-se entre as partes do indivíduo, de tal maneira que essas partes se comuniquem o movimento sem prejudicar a unidade do conjunto.

Assim, fica claro que a identidade individual não pode ser concebida fora das relações que o indivíduo é suscetível de manter com o mundo exterior. O indivíduo, de fato, é inteiramente constituído pelas relações exteriores que se estabelecem entre os modos da matéria; em si mesmo ele é uma composição de corpos que vai ao infinito, sem que em parte alguma uma “interioridade” possa ser descoberta.

Leis de Kepler sobre as órbitas dos corpos celestes. Como e porque eles não colidem.

(…) que o indivíduo é igualmente uma essência, atualizada pela relação entre as coisas finitas: essa essência própria age como tendência a perseverar no ser e a resistir àquilo que tende a destruir o indivíduo. (Ética, II, prop. 6 e 7).

A INDIVIDUALIDADE COMO NÚCLEO – UNIDADE DA SUBSTÂNCIA. Capacidade de se dividir e regenerar. Capacidade do indivíduo de ser um e de ser vários corpos em constante comunicação recíproca.

Quais são, todavia, as mudanças que o indivíduo pode suportar sem ser destruído? Os lemas 4 a 7 descrevem as variações que não afetam a identidade do indivíduo, enquanto essas modificações ficam compreendidas na proporção de movimento e de repouso, que definem a estrutura invariante de seu ser. A regeneração mostra que, se os corpos exteriores substituem as partes que se separaram do indivíduo, este mantém a sua unidade.

A relação entre os conjuntos compostos é também uma das formas através das quais pode-se analisar a relação entre os corpos informacionais no ciberespaço. A forma como a individualidade determina a complexidade destes conjuntos compostos ainda precisa ser analisada e devem ser conhecidas suas implicações.

LEITURAS I – Filosofia / Spinoza

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Física da individualidade

Spinoza exclui qualquer assimilação do indivíduo a uma forma de realidade orgânica dotada de uma unidade específica, distinta da relação mecânica entre partes extensas que estão necessariamente em exterioridade umas em relação às outras. Quer dizer, a que ponto a temática spinozista do indivíduo é exclusiva de toda finalidade interna que se julga que ligam as partes do organismo umas às outras em função da totalidade que elas formam. Muito ao contrário, o indivíduo é uma realidade constituída pela união de corpos que concorrem entre eles, segundo as leis mecânicas. O indivíduo, por conseguinte, não pode ser confundido com um sujeito, no sentido de uma substância subjacente e suas variações.

Por coisas singulares entendo as coisas que são finitas e que têm uma existência determinada. Se acontece que vários indivíduos concorrem para a uma mesma ação, de tal modo que todos em conjunto sejam a causa de um mesmo efeito, considere-os, então, todos juntos como constituindo uma mesma coisa singular (Ética, II, def. 7 -Spinoza)

Nestas condições, o raciocínio pode deduzir, a partir das coisas singulares e da unidade somente relativa, funcional, que se estabelece entre algumas delas, a ideia de um conjunto definido pela ação que ele exerce. Uma unidade semelhante é de ordem histórica na medida em que depende de um encontro momentâneo entre esses corpos. Também a unidade que parece ser o caráter do indivíduo não pode persistir senão enquanto as condições exteriores mantêm a relação que forma o indivíduo. Do mesmo modo, as interações entre partes no seio do indivíduo não devem colocar em perigo a coesão do conjunto. Por conseguinte, aplica-se uma relação puramente exterior entre partes distintas que coexistem entre elas sem cessar de ser determinadas por outras relações exteriores.  A ação de uns corpos sobre os outros é explicada pela causalidade mecânica que liga as coisas finitas entre elas. Também esta regulação puramente funcional, totalmente transitiva – cada causa exercendo seu efeito fora dela mesma – aparenta-se com uma “pressão do ambiente” que remete ao jogo de todas as causas materiais umas em relação às outras, de maneira indefinida. A ideia do todo, então, é relativa; ela consiste, por exemplo, em isolar tal partícula do sangue, ou da linfa, do sangue tomado em sua totalidade, ou ainda isolar o próprio sangue do resto do organismo ou ainda do ambiente material e do universo em sua integridade*(Carta 32 a Oldenburg – Os pensadores Vol. XVII, p. 390-392). Somente depois que a parte é assim separada, de maneira abstrata, das interações que ela mantém com o resto, é que ela pode ser imaginada como um todo; é assim, por exemplo, com o sangue, tal como foi entendido como um todo unificado, quando as relações de concorrência ou de contrariedade jogam entre as partes que o compõem.  Em resumo, o próprio sangue como indivíduo não é outra coisa senão a organização de suas partes, em função de leis que se estabelecem entre elas. Seguem-se que a noção de todo se confunde com a figura de um conjunto determinado pela ligação de suas partes; esse todo aparece, por conseguinte, como relativamente distinto do resto. Mas uma tal imagem está de fato marcada pelas leis da finitude. Ao contrário, o pensamento adequado relaciona as coisas finitas e singulares entre elas e forma assim conjuntos compostos, o quais estão em relação com outros conjuntos. Os conjuntos assim descritos integram-se uns aos outros em sistemas superiores, os quais, por sua vez, estão em relação entre eles. Etc. A perspectiva muda se for evocado o universo: neste caso não poderia existir encerramento possível do sistema infinito dos efeitos da substância, pois não existe nada em relação a que o universo formaria um todo fechado. Neste caso, a individualidade do universo é dita de uma realidade complexa, infinita, aberta sobre efeitos infinitos não totalizáveis. Na carta 32 a Oldenburg, o raciocínio de Spinoza leva a esta generalização:

Com efeito, todos os corpos estão circundados por outros e se determinam reciprocamente para existir e operar em relações determinadas, mantendo sempre constante em todos os corpos (isto é, o universo inteiro) a mesma relação de movimento e de repouso.

Para compreender direito os problemas que o status da individualidade apresenta, uma comparação com Descartes, pode ser frutuosa. Com efeito, na sua carta a Mesland, de 9 de fevereiro de 1645, Descartes distingue o corpo em geral e o corpo de um homem. O corpo em geral é uma parte da extensão, cuja identidade numérica é alterada se uma parte da matéria que o compõem é subtraída; em compensação, o corpo do homem está unido a uma alma cuja unidade indivisível se aplica à realidade psicofísica assim formada: o corpo do homem evolui durante a existência, partes suas são retiradas, outras são acrescentadas a ele, por exemplo durante o crescimento, mas sua unidade de conjunto permanece apesar de tais variações. Por isso a individualidade do corpo humano parece ser explicada, em Descartes, por uma causa que excede o domínio próprio da extensão, visto que faz a alma intervir. Ao contrário, o breve opúsculo de física, introduzido por Spinoza após a proposição 13 da parte II da Ética, tem a função de descrever uma gênese estritamente física da individualidade a partir da composição dos corpos. Spinoza restabelece neste sentido uma continuidade entre o conjunto dos corpos ditos inanimados, o mundo animal e o corpo do homem: os limiares entre esses diferentes domínios depende de uma complexidade de ordem puramente física.

O indivíduo físico, tal como é formado por uma união de corpos, é composto de uma infinidade de partes. A essência do indivíduo, por conseguinte, não pode consistir numa substância simples que reduziria uma tal diversidade à unidade. Devemos até considerar que a essência ou potência de existir do indivíduo consiste no ato de afirmação por ela mesma desse indivíduo. Ainda é preciso que esse indivíduo tenha surgido no tecido das coisas naturais, o que supõe que a relação funcional entre partes materiais, tal como corresponde à essência desse mesmo indivíduo, seja produzida causalmente na natureza. (…)

RIZK, Hadi. Compreender Spinoza; traduação de Jaime A. Clasen. – Petrópolis, RJ, Vozes, 2006. (Capítulo 3: O INDIVÍDUO)

 

 

A informação como extensão do corpo

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Quando pensamos em “realidade virtual”, imediatamente relacionamos a tecnologia, as máquinas que conectam corpos humanos a espaços de interatividade eletrônica, jogos, dança, relacionamento, etc. mas sempre penso no oposto como alguma versão de ficção científica ainda não compreendida pela raça humana.

Faço-me a pergunta:

“E se, na verdade, a realidade virtual for a própria vida humana. Momento em que a consciência habita um corpo e pode viver uma história, escolhida por ela mesma com o intuito de autodesenvolvimento?”

Nenhuma novidade há nesta ideia já que alguns “loucos” crentes em vida extraterrestre levam a sério possibilidades como esta, entre outras como passeios através das dimensões.

O corpo humano como máquina biológica, capaz de absorver e decodificar informações, processá-las e alimentar a renovação de uma consciência, desenvolvendo sentimentos, concepções de mundo, sentimentos, religiosidade, singularidade.

Não vou defender teses científicas sobre esta possibilidade, não tenho gabarito para tal. Creio que a própria ciência já vem se encarregando de promover conhecimentos descobertos ainda em 2003, com as pesquisas ligadas ao Projeto Genoma, nas quais informações valiosas sobre a relação do corpo humano (células, cérebro, coração) foram divulgadas e pouco debatidas nas comunidades acadêmicas e opinião pública.

Há um movimento em curso no qual o tratamento da “consciência humana” vem sendo revisitado de todas as formas imagináveis. Cito aqui também os movimentos da tecnologia da informação que busca compreender os mecanismos de funcionamento da consciência humana.

Mas vou simplificar minha contribuição começando com algumas das impressões que tenho sobre o quão importante é este raciocínio para a mudança de paradigma quanto ao modo como Analistas de Sistemas olham a informação de maneira distanciada dos efeitos que promovem no corpo humano e na própria mente humana.

A informação é como um comando para o corpo e para as células, isto é sabido por meio de algumas pesquisas da psicologia e psicanálise, mesmo o Facebook é um dos gigantes que já conhecem a verdade sobre os efeitos que as redes sociais têm sobre o psicológico e o comportamental dos usuários.

Ainda não sabemos até que ponto pode ser criminoso interferir no fluxo de informações de um indivíduo. Ainda não sabemos o quanto pode ser desastroso interromper a corrente de comunicação de uma pessoa. Ou melhor, sabemos, mas não nos sensibilizamos quanto às consequências disso.

Quando pensamos em Sociedade da Informação e do Conhecimento, geralmente pensamentos em benefícios ou malefícios coletivos. Esquecemos de observar o potencial positivo e negativo que esta mudança social pode fazer em um corpo humano, penso em corpo humano aqui como um ente que emana informações, tal como uma das antenas de transmissão de dados em meio a grande sistema de telecomunicações.

O que pode acontecer a uma consciência desconectada? O que pode acontecer a um corpo que absorve os dados de outro corpo conectado à grande rede? Que tipo de doenças psíquicas e físicas pode acometer um corpo exposto a estes tipos de violações. Às veze, penso que tenho esta resposta mas prefiro pedir ajuda, gostaria que especialistas no assunto contribuíssem respondendo a estas questões.

Uma consciência roubada pode ser um grande caos para o resto da rede. A confusão mental numa rede neural pode ser causada por comandos inadequados inseridos de forma criminosa em meio ao ecossistema.

Um corpo sem consciência ou com a consciência sendo sugada por outro é como uma fêmea sendo ameaçada de perder seu filhote. Creio que seja causa de grande caos não apenas individual mas coletivo.

Sendo assim, a pergunta é simples: até que ponto somos capazes de proteger e respeitar este ecossistema que estamos descobrindo e cada vez mais avançando sobre o domínio da consciência humana?

A informação é uma extensão do corpo humano, já faz muito tempo, desde o momento em que aprendemos as tecnologias mais básicas tais como a escrita, para exercitar nossas memórias.

Portanto, qual nossa maturidade para respeitar o ecossistema de consciências que estamos para desvendar?

A resposta: ainda não pensamos nisso, queremos apenas ser os donos e os comandantes de tudo!

PS.: Foi a violência mais intensa que já sofri, insuportável para um mortal qualquer. 😉

O PERCURSO NA CURADORIA DE CONTEÚDOS: UM PASSEIO ATRAVÉS DOS DADOS DE 2006 ATÉ 2016

Curadoria de informação.
Binóculo Cultural espalhando notícias por aí!

 

 

Ana Paula Sena de Almeida (Profissional de Informação e Curadoria de Conteúdo – APSA Projetos! www.apsacultura.com.branapaulasena@apsaprojetos.com.)

*Leia este artigo na íntegra.

Resumo: Este artigo trata da experiência pessoal e profissional em pesquisa de curadoria de conteúdo, realizada fora das limitações do meio acadêmico e também sem as interferências dela. É um relato científico de uma atividade realizada diariamente em benéfico do trabalho de produtores culturais e gestores de cultura com o intuito de levar informação selecionada e analisada do ponto de vista da curadora.

Palavras-chave: curadoria de conteúdo, gestão cultural, informação estratégica, conhecimento tácito, insights.

Aqui vai um texto sobre a curadoria de conteúdos escrito para não acadêmicos, mas que também pode servir para os impulsos acadêmicos obsessivos por publicar para pontuar rápido e continuar na academia dando aulas e parecendo mais importante do que os que estão de fora.

Comecei a fazer curadoria de conteúdo em 2006, na época, não dispúnhamos de muitos recursos e plataformas para fazer este tipo de atividade. Comecei fazendo isto no meu bom e velho E-mail do Yahoo.com, na ocasião, eu copiava links de fontes, títulos e resumos sobre as notícias e então salvava tudo em pastas por assunto. Em dois anos tinha bastante conteúdo armazenado para fazer algumas observações contundentes sobre o setor cultural no Brasil. Já era possível apontar algumas fontes, grau de relevância de conteúdos, bem como escapar das armadilhas de conteúdos “manipuladores”, “marqueteiros”, “ideológicos” e “politicamente polarizados”.

Em 2006, chamavam esta atividade de monitoria de informação devido aos meus estudos para o trabalho de conclusão de curso, na especialização em Gestão Estratégica da Informação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo foi concluído em 2008  e um artigo foi apresentado no ENECULT deste mesmo ano. O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ficou com o título de “Gestão Estratégica da Informação para Projetos Culturais”. Após a especialização, continuei colecionando conteúdos de notícias/artigos/publicações sobre o assunto. Não percebi naquela época, mas este ato de colecionar e atribuir significados havia se tornado um vício delicioso. Tornava meu olhar mais atento às diversas questões não apenas àquelas que envolviam o setor cultural brasileiro, mas a outros tópicos e assuntos que foram aparecendo ao longo das “escavações” na rede eletrônica.

Após quatro anos, já em 2010! Nessa fase, foram usadas ferramentas mais interativas e uma delas era o blog. Através do blog era possível replicar o conteúdo de forma mais precisa e fazer a alegria de empreendedores culturais que procuravam conteúdo garimpado na internet e, de preferência, conteúdo pré-selecionado, apurado, gratuito e que apresentasse pistas para novos negócios ou projetos.

As ações de curadoria tornaram-se mais constantes em 2011, período em que a empresa APSA Projetos já estava formalizada no mercado e em que novos projetos foram surgindo junto com as atividades de curadoria de conteúdo.

Inicialmente foram usados arquivos em PDF com o link para as notícias que poderiam estar hospedas no site da APSA Projetos ou no próprio blog do Binóculo Cultural. Aparentemente foi uma ferramenta paliativa, no entanto, serviu para apurar o que de fato seria necessário para o trabalho de curadoria bem como desenvolver melhor a competência de “escavação” e “garimpo de conteúdos”.

Pesquisando um pouco mais, alguns artigos foram estudados e novas ferramentas foram encontradas. Duas delas, muito importantes e agradáveis ao trabalho do curador de conteúdo, PAPER.LI e SCOOP.IT.  Em 2014, os boletins foram confeccionados a partir do Paper.li e depois somente a partir do Scoop.it. Adiante serão apresentados os motivos da escolha.

O Paper.li foi uma experiência de curadoria agradável, no entanto, apresentou poucas alternativas quanto à segurança dos conteúdos selecionados e a flexibilidade de navegar através das coleções também foi tornando o serviço mais difícil na recuperação de algumas informações já disseminadas.

O trabalho de curadoria através do Scoop.it mostrou-se uma ferramenta bastante eficaz com a possibilidade trabalhar com coleções públicas ou privadas. Tendo em vista negócios de curadoria feitos por profissionais que gostam do assunto e de assuntos. As coleções podem ser modeladas em forma de boletins e podem ser enviadas por meio de aplicativos de marketing digital. A facilidade de modelagem dos formatos e a possibilidade de personalização das coleções, bem como a colaboração com pares, é uma das vantagens do Scoop.it.

Estes trabalhos foram realizados gratuitamente durante todo o período de 2006 até 2012. Em 2013, observando o cenário e o mercado foi possível elaborar um outro processo de trabalho que possibilitasse a entrada de recursos mas sem fechar totalmente o acesso às informações. Exatamente por isso, o retorno foi pífio. Mesmo assim, a proposta de trabalhar com acesso livre contando com a sensibilidade dos usuários do serviço é uma prática de colaboração e creio que faz parte das novas práticas para a economia cognitiva, conforme citação de Lévy (1996):

Com as instituições e as “regras do jogo”, passamos das dimensões coletivas da inteligência individual à inteligência do coletivo enquanto tal. É possível, com efeito, considerar os grupos humanos como “meios” ecológicos ou econômicos nos quais espécies de representações ou ideias aparecem e morrem, se propagam ou regridem, competem entre si ou vivem em simbiose, conservam-se ou transformam-se. (Economias Cognitivas).

A publicidade nunca deu retorno financeiro. Mas aprendi o suficiente para afirmar categoricamente que a curadoria de conteúdos movida por ideias, por pessoas que cortam, colam e comentam, trata-se de um trabalho árduo. Evidentemente realizado com prazer porque um curador geralmente coleciona conteúdos dos quais gosta ou que o interessam por algum motivo.

Os blogs ampliaram o poder de alcance da curadoria de conteúdos e depois de percorrer vários países apenas observando os meus relatórios do Google Analytics (Estatísticas de navegação e acesso aos serviços de curadoria), percebi mesmo, que não é privilégio ser internacional, seja qual for o seu assunto de interesse na curadoria de conteúdos ir constituindo um legado de conhecimentos e capacidade de interpretação de cenários é a maior conquista de um curador (insights).

Portanto, o mais interessante é o que acontece com os seus potenciais cognitivos e com suas potencialidades na organização de fatos e insights. É um jogo de associações gigantesco e que se desenvolve de forma matemática, semântica e orgânica. E este jogo vai se desenrolando de acordo com seu apetite de curador de conteúdos.

O curador de conteúdos não precisa ser um robô, um algoritmo, isso alguns pesquisadores já afirmaram e comprovaram que a curadoria de conteúdo movida pelo “toque humano” é um elemento que equilibra e melhora os resultados dos motores de busca, além de interferir nas questões onde os significados podem ficar um pouco confusos para a máquina.

Resta entender o “negócio” curadoria de conteúdo, até onde ele poderá nos levar? Resta saber se esta proporção que beneficia a rede, o curador, a publicidade eletrônica, a audiência das fontes e os meios de comunicação, se poderá transformar-se em riqueza compartilhada (Sharing Economy), gerar empregos informais e rentáveis, fontes de renda mais adaptadas aos sistemas dinâmicos da Economia da Informação e dar forma à possível Sociedade do Conhecimento.

Resta saber se esta forma de nos relacionarmos com os conteúdos poderá ser no futuro próximo, uma fonte de riquezas que promova sustentabilidade de negócios tão individuais (ou não!) tal como são os blogs/plataformas de conteúdo/redes sociais.

A dinâmica do “eu empurro” um conteúdo para frente através da rede social; e, imediatamente, a rede dissemina para os meus contatos, os meus seguidores e até meus concorrentes (que geralmente são os primeiros a copiar, colar e mudar o selo para garantir sua própria audiência); tudo isto é uma grande e multidimensional cadeia de disseminadores/multiplicadores de conteúdo – autônomos – “escavando” e “empurrando” conteúdos e fazendo isto de maneira orgânica na maior parte das vezes.

Então temos uma atividade econômica com incrível potencial de riquezas (tangíveis e intangíveis). E os marqueteiros já se aproveitam disso bastante!

Portanto, nesta lógica sem paredes da rede sem barreiras; não há ingenuidade! De fato, quanto mais livres os acessos, mais riquezas são geradas devido ao compartilhamento do que está livremente disponível.

Eis o dilema! Alguns poucos não desejam compartilhar nada, apenas pressionam para a rede gerar, capturar ou abduzir recursos para si próprios. Estão repetindo uma fórmula antiga da ganância do velho capitalismo que, aliás, está com seus dias contados!

Leia mais sobre as minhas experiências diárias em curadoria de conteúdo e gestão cultural no blog – https://apsaprojetos.wordpress.com/

Agradecimentos aos que colaboram sem tirar pedaços dos que doam! 😉
REFERÊNCIAS

HARCOURT, Wendey. The future of capitalism: a consideration of alternatives. Cambridge Journal of Economics, 2014, 38, 1307-1328. Oxford Journals.

CORRÊA, Elizabeth Nicolau Saad [Org.]. Curadoria digital e o campo da comunicação. Ebook. – São Paulo:ECA/USP. 2012. 79p.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria; tradução Carlos Alberto Medeiros. – Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

GABRIEL, Martha. Marketing na Era Digital. São Paulo:Novatec Editora, 2010.

MORACE, Francesco. O que é o futuro; tradução Simone Bueno Silva. – São Paulo:Estação das Letras e Cores, 2013.

PAIM, Ísis (Org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola de Ciência da Infomação/UFMG. 2003.

LÉVY. Pierre. O que é virtual?; tradução de Paulo Neves. – São Paulo: Ed. 34, 1996. (Coleção TRANS).