Qual o percurso das competências do conhecimento? (Le parcours)

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Após assistir ao vídeo 1 – Professor Pierre Lévy ( Les arbres de connaissances – 2, mar 1995) – #lesemantiquesphere)

Conforme alguns comentários do Professor Pierre Lévy em sua palestra sobre “Árvores do Conhecimento” – Indago sobre as competências do conhecimento.

As competências do conhecimento seriam desenvolvidas somente através de uma percurso profissional? Afirmar que estas competências se desenvolvem apenas em ambientes acadêmicos e profissionais seria limitante pois o conhecimento não é via de regra inserido apenas em contextos comerciais, institucionais ou acadêmicos.

O conhecimento está em organizações religiosas, em partes conhecidas e desconhecidas da história da humanidade.

Portanto, talvez não seja nenhuma ousadia afirmar que o conhecimento está onde ele for colocado (universos variados). As competências do conhecimento poderiam absorvê-lo e coloca-lo em lugares enigmáticos na busca de preservá-lo de consciências não honrosas ou éticas. As instituições públicas governamentais julgam-se as detentoras do conhecimento mas não estamos muito certos disso! Já sofri alguns atentados cibernéticos por pensar diferente. (risos!).

Por isso, muitas vezes o conhecimento vem escondido num simples enigma. Enigmas guardam tantos desdobramentos e tantas dobras nas quais se escondem outros enigmas que só podem ser decifrados pelos iniciados. A mística da consciência – no meu entender, primeiros galhos da árvore do conhecimento é um assunto que ainda quero continuar abordando nos próximos artigos.

Então, não há percurso apenas profissional, apenas religioso, apenas místico ou mítico. Uma competência do conhecimento só é quando os desdobramentos de suas questões “iniciáticas” são compreendidos na sua essência por meio de posturas como a confiança, a ética e a harmonia de seus sentidos e sentimentos que serão determinantes para seus pensamentos, linguagem e comunicação com seus interlocutores e até observadores.

A cultura é um espaço onde fabulosas histórias contêm um pouco de popular e de conhecimento popular. Os que colocam pinceladas de conhecimento em lendas sabem que apenas alguns “espíritos” mais espertos verão os ditos nas entrelinhas.

Porque sendo uma competência do conhecimento, diversas vezes será testada em sua capacidade de comunicar sem o dizer o explícito. Dizer o explícito, muitas vezes, é sinal oposto de inteligência. Às vezes, comunicará nuances de um conhecimento, outras vezes deixará pistas e tantas outras vezes receberá e transmitirá informações de modo não-verbal e não-gestual. (Sim, pensemos em telepatia para daqui uns 15 anos!)

As competências do conhecimento não estão em categorias pré-estabelecidas. Elas são. São dinâmicas e comunicam-se de forma transversal e por isso, possuem mobilidade suficiente para circular em universos variados.

A experiência individual é como a marca de cada competência do conhecimento, criando suas próprias cartografias. Eis a importância da contribuição de cada um na construção e na formação das complexidades da inteligência coletiva.

Enfim, poderia dizer com minha parca experiência que, os mapas podem ser os mesmos, mas os caminhos, os percursos sempre serão diferentes. E, se a diversidade é tão importante, competências do conhecimento vindas de várias categorias trazem mais valor que o inverso.

Não atropele ninguém por aí! Siga seu curso! (Eu adoro metáforas! E sou uma atrevida de comentar este vídeo!)

Obrigada por compartilhar o vídeo, Professor Pierre Lévy!