Gerando recursos para seu projeto cultural

 

Hoje em dia é muito mais fácil ser o cara da banda do “Eu sozinho”. Fazer um projeto através de plataformas digitais tornou-se tarefa executável, não é fácil num país preconceituoso e centralizador como o Brasil.

Temos uma infinidade de alternativas e nomezinhos bastante populares que caíram no gosto popular, mundialmente falando, crowdfunding, colaboração, sharing economy, compartilhamento, economia digital, gameficação, etc.

Nomes não faltam para conceituar este novo modo de viver todo mundo junto e misturado. Enfim, a união faz a força mesmo quando parecemos tão sozinhos em nossos PCs, gadgets, smarthphones, Googleglass.

Fiz uma colaboração recentemente no projeto de um músico e compositor, liberando espaço no meu site para que ele disponibilizasse suas músicas e iniciasse uma campanha para divulgar a produção e o lançamento de seu novo CD. Neste tipo de projeto, todas as ações e campanhas estão interligadas. Deve-se pensar desde a publicidade até o destino dos contatos que serão feitos ao longo do processo.

Também deve-se prever que a crise política pode colocar tudo em risco. Um país que leiloa os espaços na internet para interesseiros políticos fatalmente coloca tudo a perder num imenso mercado como este apenas em benefícios do interesse político de determinado partido A ou B.

Enfim, é possível gerar recurso para o seu projeto através da internet e também impossível conviver com a tacanhice da gestão pública que sempre quer levar vantagem em tudo e nunca permite liberdade, de fato, nos meandros da rede que é mundial mas está vivendo plenamente uma favelização ideológica. Violência, mentiras e manipulação.

Enfim, o que mais precisamos neste contexto de economia digital é de boas, honestas e baratas plataformas que possibilitem o tal do “Eu sozinho” a trabalhar em paz. O resto é interesse político, corrupção, manipulação da rede e aquele jeitinho brasileiro de nos deixar cada vez mais dependentes de artigos que não nos interessam mais!

Faça você mesmo! Caso precise de insights e expertise, acesse: www.apsacultura.com.br

 

 

O que eu aprendi com Harry Potter

Publicado em abril de 2014 no blog Tumblr – Ponto de Vista APSA.

Ponto de Vista APSA [por Ana Paula Sena de Almeida]

O que eu aprendi com Harry Potter                  

Fortius quo fidelius[i]

Tecnologia da informação e identidades

Este texto poderia começar fazendo referência às diversas obras do cinema e da literatura como Matrix, X-Men, Senhor dos Anéis, O Hobbit. Mas foi na obra sobre o bruxinho Harry Potter que encontrei pistas para as transformações que nos aguardam em médio prazo. Estou falando do mercado digital e da imensa gama de fluxos de informação que dão vida a este mercado.

Por outro lado, também poderia citar autores conhecidos e aprovados pela academia. Para não parecer influenciável, poderia citar só os mais importantes e ligados à raiz da questão a ser discutida aqui. Não alimento rusgas com a academia, já que apenas acompanho seus movimentos a certa distância, lugar que os acadêmicos sabem colocar todo o resto da humanidade (que lhes serve às vezes de meros objetos de pesquisa).

Enfim, voltando às pistas para nosso futuro de médio prazo, tenho algumas impressões ou palpites vindos da minha (nada embaçada!) bola de cristal. O fato primordial é que você, sua identidade digital, são partes integrantes e [in]dissociáveis deste futuro, pois não existem fluxos informacionais sem pessoas clicando, curtindo e compartilhando continuamente. Mesmo que existam robôs/algoritmos que façam isso, eles o fazem sem alma, sem identidade, sem a análise semântica que por hora, só nossos cérebros são capazes de fazer.

Num mundo no qual ficamos “dentro” e “fora” da Matrix e no qual percebemos que existem oportunidades inúmeras de negócios, de pesquisas e de inovação; ficam as perguntas: qual será a fonte de recursos? Apenas a publicidade? Ou a cobrança por serviços especiais prestados através da rede?

Não é brincadeira! A música, o cinema, os museus, os artistas e as artes já estão lá “nas nuvens”! A questão seria perguntar quem vai administrar os recursos captados? Ou quem arca com os custos de manutenção destas plataformas? Uma riqueza intangível jamais vista (ou palpável) está sobre nossas cabeças ocas aprisionadas na visão mercadológica do mundo físico.

O Gringotts Bank, ou banco do Harry Potter seria uma bela metáfora para ilustrar o que vivemos neste comecinho da Era Digital. Muito em breve, nossa “moeda dos trouxas” não valerá nada “dentro” da Matrix. A nova moeda virtual, digital (seja lá o que for!) terá que incorporar a lógica da produção de riquezas “intangíveis” produzidas pelos fluxos de informação tão abundantes.

Ora, se a nova moeda estará diretamente relacionada aos fluxos de informação, peço-lhes para compartilhar algumas breves inquietações:

  1. A Sociedade do Conhecimento virá depois de toda jornada de construção desse novo cenário econômico, baseado em valoração de fluxos informacionais?
  2. Seremos reféns, empregados ou escravos da produção de fluxos informacionais?
  3. Ou, sendo mais otimista, como Pierre Levy, seremos co-criadores ativos responsáveis por uma inteligência coletiva? Vamos construir uma nova Era?
  4. Nossas identidades digitais serão avaliadas como commodities? Seremos reféns da especulação e do consumo instantâneo?

Chega, né?! Melhor voltar à leitura de nosso querido Bruxinho… ócio criativo, já!

Feliz Páscoa!

[i] Banco Gringotts é o único banco do mundo mágico, e é de propriedade e operados por goblins . Foi criado por um duende chamado Gringotes . Seus principais escritórios estão localizados no lado norte do Beco Diagonal , em Londres , Inglaterra . Além de guardar dinheiro e objetos de valor para bruxos e bruxas , pode-se ir lá para trocar o dinheiro dos trouxas para bruxos dinheiro . A moeda trocada por trouxas depois é devolvido à circulação no mundo trouxa por goblins. [1] De acordo com Rúbeo Hagrid , que não seja a Escola Hogwarts de Magia e Bruxaria , Gringotts é o lugar mais seguro no mundo bruxo.

O lema do Banco Gringotts é Fortius Quo Fidelius , um Latina frase que significa “Força através da lealdade”. [2]

Fonte: http://harrypotter.wikia.com/wiki/Gringotts_Wizarding_Bank (acesso em 30/03/2014 – 11h30)

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